Dr. Felipe Malafaia

5 cuidados após a cirurgia bariátrica

5 cuidados após a cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica, também chamada de gastroplastia, redução de estômago ou cirurgia de obesidade, é um procedimento cirúrgico voltado para a diminuição do peso e gordura em pessoas com o Índice de Massa Corpórea (IMC) muito alto.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, esse tipo de operação é indicada para pacientes com IMC acima de 35 Kg/m² e que tenham comorbidades associadas, como problemas hepáticos, cardíacos, articulares, etc.

 A bariátrica também é recomendada para quem apresenta IMC superior a 40 Kg/m² e não tenha obtido êxito na diminuição de peso em dois anos de tratamento clínico, incluindo exercícios, dieta e uso de medicação.

A cirurgia bariátrica pode ser realizada a partir de diferentes técnicas e os resultados costumam ser bastante satisfatórios na maioria dos casos, entretanto, para que os resultados sejam realmente positivos, é necessário adotar alguns cuidados depois do procedimento. Leia o artigo completo e descubra quais são os cuidados recomendados para reduzir o risco de complicações e efeitos colaterais.

Pós-operatório imediato

Nos primeiros dias pós-cirurgia bariátrica é importante conciliar a hidratação com a nutrição adequada. As porções devem ser pequenas e leves. Inicialmente, a alimentação é exclusivamente líquida.

Após  dias, a dieta passa a ser pastosa, depois branda, até que o paciente operado seja liberado para introduzir os alimentos sólidos. De modo geral, o período de adaptação dura de 30 a 45 dias.

Repouso nas primeiras semanas

De 6 a 8 semanas depois da cirurgia, o ideal é que o paciente não faça grandes esforços físicos, como levantar peso, por exemplo. Entretanto, isso não significa que ele não deva se movimentar. Pelo contrário! É preciso caminhar para evitar problemas como a trombose.

Correções estéticas

Quem perde muito peso costuma ficar com excesso de pele sobrando. Isso não causa grandes riscos à saúde, porém, compromete a estética e autoestima. A boa notícia é que, se houver indicação, o paciente pode se submeter a uma cirurgia plástica posteriormente.

Manutenção das emoções em ordem

O suporte psicológico é necessário antes e depois da cirurgia. Apesar do emagrecimento proporcionar maior qualidade de vida, nem sempre é fácil lidar com tantas mudanças. Diante disso, é essencial manter o emocional em ordem para alinhar expectativas, aceitar as transformações físicas e psicológicas, estabelecer uma relação saudável com os alimentos e, até mesmo, evitar o reganho de peso.

Cuidados vitalícios

Os pacientes que se submetem à cirurgia bariátrica devem fazer acompanhamento nutricional para o resto da vida, a fim de manter uma dieta adequada em termos quantitativos e qualitativos.

Toda cirurgia bariátrica pode resultar em desdobramentos nutricionais nocivos, como deficiência de vitamina D, anemia por falta de ferro, ácido fólico ou vitamina B12 e, até mesmo, desnutrição. Justamente por isso, os pacientes precisam contar com o auxílio do nutricionista para  fazer as devidas reposições vitamínicas.

Quer saber mais sobre cirurgia bariátrica? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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Hérnia umbilical: O que é e quais seus tratamentos?

Hérnia umbilical: O que é e quais seus tratamentos?

A hérnia umbilical, como o próprio nome indica, é uma protuberância que se desenvolve no umbigo. A herniação pode ser vista ou sentida na região da barriga, sendo que ela acontece quando uma parte do revestimento do abdômen ou uma porção do intestino se move através da musculatura abdominal.

Vale destacar que a hérnia é bastante comum em bebês. Ela surge justamente no local da cicatriz umbilical e surge quando uma alça intestinal atravessa o tecido muscular. Tal condição é mais prevalente em crianças prematuras ou com baixo peso ao nascer, acometendo de 10 a 20% de todos os recém-nascidos.

Quer saber um pouco mais sobre a hérnia umbilical? Leia o artigo completo e entenda melhor o assunto.

Como e por que a hérnia umbilical acontece?

O anel umbilical é composto por músculos, além de outros tecidos na área em que o cordão umbilical é ligado ao corpo do feto. O normal é que esse anel se feche antes do bebê nascer, mas se esses músculos não se unem completamente, o enfraquecimento da parede abdominal pode desencadear a hérnia.

Não existe uma causa específica para o desenvolvimento da hérnia umbilical em crianças, mas o baixo peso e a prematuridade aumentam a propensão. Nos adultos, alguns fatores de risco elevam as chances de desenvolver o problema, entre eles: obesidade e sobrepeso, gestações múltiplas, cirurgia abdominal anterior, musculatura fraca, líquido na cavidade abdominal. O quadro é mais comum entre mulheres de 50 a 60 anos de idade.

Quais são os sintomas de hérnia umbilical?

O principal sintoma é o umbigo estufado, o inchaço local que fica ainda mais evidente quando o bebê está rindo, chorando ou fazendo algum tipo de esforço, como pegar peso ou evacuar. Em recém-nascidos, a hérnia aparece normalmente algumas semanas depois do nascimento, mas também pode se manifestar em crianças mais velhas.

O tamanho varia e, de modo geral, não há sintomas adicionais, como dor na região, coceira ou queimação. O incômodo costuma ser apenas estético.

Como tratar?

A maioria dos casos de hérnia são resolvidos naturalmente e a hérnia umbilical se fecha por conta própria em até 18 meses. Eventualmente a hérnia umbilical pode se agravar e gerar dor, vômitos, inchaço abdominal excessivo.

Caso a hérnia seja muito grande, duradoura, dolorosa ou gerem algum bloqueio intestinal que ameace a saúde e qualidade de vida, é importante recorrer a um tratamento efetivo para corrigir o quadro e aliviar os sintomas.

Nesse sentido, a cirurgia deve entrar em cena para diminuir os riscos de possíveis complicações, como aumento da hérnia, dor intensa ou obstrução no intestino.

A operação é de baixa complexidade, feita a partir de uma pequena incisão no umbigo. Durante o procedimento, o tecido da hérnia é recolocado dentro da cavidade abdominal e o orifício é fechado.

Nos adultos, o cirurgião costuma colocar uma tela para reforçar a área e impedir que a hérnia volte.

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Quais são as doenças que acometem o cólon?

Quais são as doenças que acometem o cólon?

Você sabe o que é cólon? O cólon é a parte central do intestino grosso. Ele é composto por diversas camadas de tecido e participa ativamente do processo de digestão dos alimentos. Vale acrescentar que o cólon está dividido em cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente e cólon sigmóide.

O ascendente está localizado depois do intestino delgado, do lado direito inferior do abdômen.  O transverso segue do fígado em direção ao baço, atravessando o abdome do lado direito para o esquerdo. O descendente, como o nome indica, desce pelo lado esquerdo, levando o bolo alimentar para baixo, enquanto o sigmóide é móvel e liga-se ao reto.

Assim como qualquer outra parte do corpo, o cólon pode adoecer. Pensando nisso, preparei um texto listando as doenças mais comuns de cólon e as principais características de cada uma delas.

Síndrome do cólon irritável

A síndrome do cólon irritável é um distúrbio de motilidade que pode causar sintomas como desconforto abdominal, diarreia, cólica, prisão de ventre e aumento dos movimentos intestinais. O diagnóstico é baseado em exame clínico com análise sintomática, além de realização de colonoscopia para visualização direta do intestino.

A incidência dessa síndrome na atualidade é bastante alta e gira em torno de 15% em adultos. A prevalência é até 3 vezes maior em mulheres, mas não se sabe o motivo específico para que isso aconteça.

Colite ulcerativa

A colite ulcerativa é uma doença intestinal crônica, de origem inflamatória. Ela provoca inflamação no trato digestivo e geralmente ocorre somente na mucosa interna do cólon e do reto.

A intensidade pode variar de leve a grave, mas mesmo os casos mais leves devem ser acompanhados com atenção, pois a doença é um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de cólon.

Os sintomas da colite ulcerativa incluem sangramento, diarreia sanguinolenta, dor no reto e cólicas abdominais. O tratamento normalmente é fármaco e cirúrgico. É preciso passar pelo médico de confiança e fazer uma avaliação detalhada para definir a melhor abordagem terapêutica.

Câncer de cólon

O câncer de cólon abrange os tumores na porção média do intestino grosso. Essa doença pode atingir homens e mulheres, especialmente a partir dos 50 anos de idade. O desenvolvimento é lento e, para que as chances de cura sejam maiores, é importante que o tumor seja descoberto em estágio inicial.

Os principais fatores de risco são a má alimentação, constipação intestinal, presença de pólipos nas paredes colorretais, histórico familiar, doenças hereditárias e enfermidades inflamatórias, como doença de Crohn e colite ulcerativa.

Alguns sinais de alerta que merecem atenção são os seguintes: mudança nos hábitos intestinais, diarreia ou prisão de ventre recorrentemente, sangue nas fezes, gases, afinamento das fezes, evacuações dolorosas, desconforto gástrico, perda de peso e cansaço.

 
Quer saber mais sobre as doenças de cólon? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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Obesidade: Quais os perigos?

Obesidade: Quais os perigos?

A obesidade é uma doença crônica muito perigosa, pois está relacionada a uma série de complicações de saúde. Atualmente, há mais de 830 milhões de pessoas obesas no mundo. Esse número impressionante supera o número de pessoas que passam fome e que hoje corresponde a 820 milhões. Os dois extremos são graves e nocivos.

Considera-se obesidade quando o indivíduo apresenta IMC (Índice de Massa Corporal) a partir de 30, quando os riscos para a saúde e qualidade de vida se tornam maiores. Hoje vamos conversar especificamente sobre os grandes perigos da obesidade e os principais estragos que o excesso de peso pode causar.

A obesidade é fator de risco para inúmeras doenças

Pessoas obesas são mais propensas a desenvolverem diversos problemas de saúde graves, como por exemplo, infarto agudo do miocárdio, angina, fibrilação arterial, insuficiência cardíaca, cardiomiopatia, cor pulmonale, colesterol alto, cálculos biliares, osteoartrites, hérnia de disco, pancreatite aguda, incontinência urinária, esteatose hepática, disfunção erétil, infertilidade, diabetes, refluxo gastroesofágico, câncer, etc.

A obesidade compromete a saúde emocional

A obesidade é um problema que vai muito além das questões estéticas, pois mexe com a saúde física e mental. O fato da pessoa não conseguir emagrecer mesmo com dieta, uso de medicação e prática de exercícios físicos nem sempre é sinônimo de falta de força de vontade como muitos supõem. Obesidade é doença é requer tratamento físico e emocional.

O excesso de peso pode desencadear transtornos psicológicos, como ansiedade e depressão, gerando sintomas como baixa autoestima, isolamento social e perda de interesse em atividades que antes davam prazer.

Outro problema emocional comum entre obesos é a existência de transtornos alimentares, como compulsões, bulimia, etc. Dificilmente a relação com a comida é saudável. Os comportamentos à mesa são desajustados e isso também representa um perigo.

Obesidade compromete a saúde sexual

A obesidade também interfere na qualidade de vida no sexo. Ela está intimamente relacionada à queda na produção de testosterona, o que pode diminuir a libido e causar problemas de ereção nos homens. Já em mulheres, há uma redução no nível de hormônios femininos e isso também influencia na libido, além de provocar o aumento de pelos, irregularidade menstrual e infertilidade.

A obesidade pode matar

A obesidade é uma das principais causas de mortes evitáveis no mundo. Só para ter ideia, dados recentes apontam que a obesidade mata mais de 4 milhões de pessoas todos os anos. Infelizmente, se a obesidade não for tratada da maneira adequada, o indivíduo obeso pode ir a óbito em função das várias comorbidades associadas, como problemas respiratórios, cardiovasculares, digestivos, metabólicos, psíquicos, entre outros.

Em contrapartida, a manutenção de um peso saudável auxilia na redução do colesterol total, mau colesterol (LDL) e triglicerídeos, aumento do bom colesteol (HDL), controle da diabetes, controle da pressão arterial, aumento da longevidade, maior bem-estar, sensação de prazer, mais autoestima, bom humor e satisfação com a própria imagem.

Quer saber um pouco mais sobre obesidade? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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Nódulos na tireoide: O que são?

Nódulos na tireoide: O que são?

A tireoide é uma importante glândula do corpo humano. Ela fica localizada na parte da frente do pescoço, logo abaixo das cordas vocais. Seu formato é similar ao de uma borboleta, com um lobo de cada lado, separados por um istmo central.

O principal papel da glândula tireoide é produzir dois hormônios específicos: a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4). Esses hormônios tireoidianos ajudam a regular o metabolismo, ou seja, participam diretamente no armazenamento e uso de energia pelo corpo.

Uma das queixas mais comuns relacionadas à tireoide é a existência de nódulos na região do pescoço. Quer saber um pouco mais sobre esses nódulos e descobrir se eles são preocupantes? Leia o artigo e entenda melhor o assunto.

O que são nódulos na tireoide?

Os nódulos na tireoide são caroços compostos por uma massa de tecido tireoidiano ou, até mesmo, um cisto local cheio de líquido. Eles podem ser rígidos ou maleáveis, mas independentemente dessas características, o fato é que nódulos na tireoide são bastante frequentes, sobretudo, com o avançar da idade.

Como detectar um nódulo na tireoide?

Nem sempre os nódulos são sintomáticos e facilmente percebidos. Alguns deles são tão pequenos que passam despercebidos por um bom tempo e só são notados caso cresçam e se tornem visíveis e palpáveis. Para detectá-los precocemente, é importante sempre analisar a área diante do espelho, tocar suavemente o pescoço em busca de nódulos e simular o gesto de engolir para verificar se há alguma alteração.

Quais são os sintomas?

Embora existam os nódulos que não apresentam sinais, se o nódulo for muito grande, sintomas como dor na garganta, rouquidão, dificuldade para respirar ou problemas para engolir podem acontecer. Nesse caso, é muito importante procurar suporte médico especializado para diagnosticar e tratar o quadro.

Como é o diagnóstico?

Esses nódulos geralmente serão encontrados durante um exame físico de rotina. Se alguma protuberância for notada, o médico solicitará testes para saber as características dos nódulos. Eles podem ser hiperfuncionantes (quentes) quando produzem muito hormônio tireoidiano ou hipofuncionantes (frios) quando a produção hormonal é baixa.

Nódulos na tireoide são motivos de preocupação?

Os nódulos na tireoide nem sempre são graves, porém, eles demandam atenção porque às vezes eles podem ser cancerígenos. Cerca de 8% dos nódulos tireoidianos em homens e 4% dos nódulos em mulheres são malignos. De acordo com pesquisas recentes, aproximadamente 90% dos nódulos são benignos, o que não quer dizer que eles não devam ser acompanhados.

O que causa os nódulos tireoidianos?

Não há uma causa exata para a formação dos nódulos na tireoide, mas eles são mais comuns entre os membros de uma mesma família. Outros fatores que podem estar relacionados à ocorrência desses nódulos são a exposição à radiação, bem como, a dieta pobre em iodo.

Quer saber mais sobre nódulos na tireoide? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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Prática de esporte pós-bariátrica

Prática de esporte pós-bariátrica

A prática de exercícios físicos é bastante recomendada antes da cirurgia bariátrica, pois proporciona benefícios como melhora da capacidade cardiorrespiratória, redução do risco de complicações cirúrgica, além de facilitar a cicatrização e tornar a recuperação mais tranquila.

Iniciar a mudança no estilo de vida é fundamental antes de se submeter à operação, mas não é só no pré-operatório que a prática de esporte é importante. Se exercitar é necessário, também, pós-bariátrica.

Quer saber qual é a real importância das atividades físicas depois da cirurgia? Leia o artigo e entenda por que a vida sedentária deve ficar definitivamente no passado.

Quais são as vantagens de praticar esportes depois da operação?

São muitas as vantagens trazidas pela prática de exercícios. Entre elas, vale citar a manutenção do peso após alcançar o emagrecimento, preservação da massa magra, fortalecimento da musculatura, diminuição da dor, controle da pressão arterial, redução do risco de problemas cardiovasculares como infarto e AVC, diminuição da taxa de colesterol, glicose e triglicerídios,  melhora do condicionamento físico e mobilidade, maior qualidade de vida, prevenção de complicações cirúrgicas, etc.

Há contraindicações?

As atividades físicas são indicadas para todas as pessoas que se submetem à bariátrica, o que varia é a modalidade, frequência e intensidade, pois o peso, condicionamento físico, limitações e eventuais comorbidades devem ser consideradas. É por isso que a prática esportiva deve ser orientada pelo médico e, preferencialmente, supervisionada por preparadores físicos.

Vale destacar que lombalgias, osteoartrite, doenças cardiovasculares e outras doenças não são contraindicações para os exercícios, porém, essas condições clínicas restringem a prática de algumas modalidades.

Como a prática esportiva deve ser introduzida após a bariátrica

É necessário respeitar o período inicial de repouso, sem grandes esforços físicos. No primeiro mês depois da cirurgia, apenas as caminhadas estão liberadas, a fim de evitar complicações como trombose.

O programa de exercícios deve ser iniciado, após a liberação médica, de maneira gradual, sempre respeitando as individualidades de cada um. Vale lembrar que até mesmo uma pequena quantidade de exercício de baixa intensidade já pode trazer inúmeros benefícios para quem se submeteu à bariátrica.

No começo, a prática pode ser levemente incômoda, mas a tendência é que o corpo se adapte naturalmente e rapidamente. Se a pessoa não conseguir caminhar por meia hora sem interrupções, por exemplo, ela pode  fazer 3 caminhadas curtas de 30 minutos até que se sinta mais preparada e confortável.

Quais são as modalidades mais indicadas?

O ideal é priorizar a prática de atividades capazes de melhorar a resistência física, condições cardiorrespiratórias, funções neuromotoras e flexibilidade. Além disso, a modalidade deve trazer conforto e bem-estar para quem pratica, isso ajuda a manter uma constância nos treinos.

Algumas boas opções são a hidroginástica, musculação, natação, caminhadas, treinamento funcional, dança, ciclismo, etc. Independentemente da modalidade, é importante fazer alongamentos para melhorar a mobilidade e reduzir a dor.

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O que é o IMC e quais os perigos de ter um IMC alto?

O que é o IMC e quais os perigos de ter um IMC alto?

Você sabe o que é IMC? O IMC é a sigla de Índice de Massa Corporal, ou corpórea, como preferir. Trata-se de uma forma de mensurar se o peso do indivíduo é ideal em relação à sua altura.

Essa métrica ajuda a avaliar se o peso é saudável, o que diferentemente do que muitos imaginam, não é algo que se limita a questões estéticas. Na verdade, o IMC baixo ou elevado demais tem tudo a ver com saúde.

Quer entender melhor como funciona o IMC e quais são os perigos de ter um Índice de Massa Corporal muito alto? Leia o artigo e fique por dentro.

Qual é a relação entre IMC e saúde?

Estar dentro do peso ideal é um fator importante, pois influencia diretamente na saúde e qualidade de vida. Por exemplo, o IMC muito alto aumenta a propensão a problemas como AVC e infarto. É justamente por isso que é tão comum que médicos e nutricionistas considerem o peso das pessoas em consultas de rotina.

Como o IMC é calculado?

O IMC é calculado a partir da fórmula: peso ÷ altura x altura. Hoje em dia também existem calculadoras automáticas que chegam ao resultado do Índice de Massa Corporal.

De acordo com a OMS, Organização Mundial de Saúde, o IMC ideal varia entre 18,5 e 24,90. Abaixo disso (16 a 18,4) há um maior risco de queda de cabelo, infertilidade, irregularidade menstrual, estresse, ansiedade e fadiga).

O que acontece quando o IMC é muito elevado?

O IMC entre 25 e 29,9 (acima do peso) eleva a predisposição a problemas como má circulação, varizes e fadiga. Quando o IMC vai de 30 a 34,9 (obesidade grau I), há o sério risco de angina, diabetes, infarto e arterosclerose. No caso de IMC entre 35 e 40 (obesidade grau II), o risco de apneia do sono e falta de ar junta-se às outras comorbidades. Já no IMC maior que 40 (obesidade grau III), as complicações associadas são refluxo, dificuldade locomoção, escaras, infarto, AVC e diabetes.

Cirurgia Bariátrica e IMC

Segundo o CFM, Conselho Federal de Medicina, a indicação de cirurgia bariátrica deve se basear no diagnóstico de obesidade mórbida, quando o IMC é superior a 40 (grau III) ou quando a pessoa tem IMC a partir de 35 associada a comorbidades comprovadas.

Essa flexibilização é necessária porque uma pessoa com obesidade mórbida pode não apresentar nenhum problema de saúde além do excesso de peso, enquanto alguém com IMC mais baixo pode ter doenças perigosas, como diabetes e hipertensão.

Entre as comorbidades incluídas no rol da ANS para a realização de cirurgia bariátrica estão o infarto do miocárdio, angina, insuficiência cardíaca, fibrilação arterial, cor pulmonale, cardiomiopatia, osteoartrites, hérnia de disco, pancreatite aguda, incontinência urinária, esteatose hepática, disfunção erétil, infertilidade, etc.

Quer saber mais sobre IMC? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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O que são as hérnias?

O que são as hérnias?

Hérnias são condições clínicas relativamente comuns. Só para ter ideia, de acordo com dados recentemente divulgados pelo Ministério da saúde, aproximadamente 8% da população brasileira tem algum tipo de hérnia.

Ao contrário do que muitos imaginam, não existe apenas a famosa hérnia de disco. Você vai ver que várias partes do corpo estão sujeitas a herniações.

Quer saber mais sobre esse problema, conhecer os principais tipos de hérnia e descobrir por que elas se formam?  Leia o artigo completo e entenda melhor o assunto.

O que é hérnia, afinal?

A hérnia corresponde ao deslocamento de um órgão ou tecido através de um orifício anormal. Ela acontece, com frequência, no estômago ou intestino, mas como eu mencionei anteriormente, pode ocorrer em várias outras partes do corpo, ocasionando sintomas como protuberância, dor e inchaço.

Quais são os tipos mais comuns de hérnia?

Existem vários tipos de hérnias. Entre elas, vale citar as mais comuns:

  • Femorais/inguinais – Localizadas na virilha
  • Epigástricas – Situadas acima do umbigo
  • Umbilicais – No próprio umbigo
  • Incicionais – Decorrentes das incisões de cirurgias.

Por que surgem?

As hérnias costumam aparecer em pessoas que têm predisposição. Além disso, a prática de atividades que envolvem esforço físico, como levantar peso, por exemplo, acaba aumentando a pressão abdominal e isso pode desencadear a formação de hérnia em quem já é predisposto a desenvolver o problema. Os músculos abdominais enfraquecidos contribuem para os casos de hérnia. Vale a pena fortalecer a região para prevenir o problema.

A hérnia traz riscos?

De modo geral, a hérnia não traz riscos grandes para o paciente, entretanto, existe sim a possibilidade de maiores complicações, como o estrangulamento do órgão no interior do saco herniário.

Esse agravante provoca dor intensa, com chances de problemas sérios. Nessa situação, a cirurgia de urgência é necessária para a preservação da saúde e da vida.

Como tratar?

Alguns casos são assintomáticos e a hérnia não chega a se agravar, o que acaba impedindo o diagnóstico. Se houver ciência da hérnia, mas o paciente conviver bem com o problema e não apresentar sintomas ou riscos, o tratamento se baseia no monitoramento da condição.

Nos casos mais graves, com sintomas como dor intensa, a abordagem terapêutica inclui a realização de cirurgia para recolocar o órgão e os tecidos adjacentes em sua posição normal, bem como, fechar a abertura atípica para evitar que a hérnia reincida. Ainda assim, em raros casos ela pode retornar.

Cumpre ressaltar que para cada tipo de hérnia existem técnicas cirúrgicas específicas. Uma das mais utilizadas é a colocação de telas para reforçar a região e impedir que uma nova hérnia aconteça no local.

A operação é de baixa complexidade e, quando o paciente não tem outros problemas de saúde, os resultados costumam ser satisfatórios, o tempo de internação é curto e a recuperação é bastante rápida.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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O que é cálculo na vesícula, quais os sintomas e tratamentos

O que é cálculo na vesícula, quais os sintomas e tratamentos

A vesícula biliar é um pequeno órgão integrante do sistema digestivo. Ela fica localizada perto do fígado e a sua principal função é o armazenamento da bile. A bile, por sua vez, é um líquido composto por múltiplas substâncias, entre elas o colesterol.

Por falar em colesterol,  ele é responsável por aproximadamente 75% de todos os casos de formação de cálculos biliares, as famosas pedras na vesícula. Alguns desses cálculos se acomodam no órgão e permanecem assintomáticos por muito tempo. Outros se alojam no duto biliar e acabam bloqueando o fluxo da bile para o intestino, gerando assim sintomas incômodos.

Quando isso acontece, as manifestações podem ser muito intensas, demandando um tratamento efetivo para alívio do desconforto e prevenção de maiores complicações. Quer descobrir quais são os principais indícios de cálculo na vesícula e os tratamentos possíveis para o quadro? Leia o artigo e descubra.

O que pode causar o cálculo na vesícula?

Diversos fatores podem estar relacionados à alteração da composição da bile, o que favorece a formação dos cálculos biliares. Entre os aspectos que podem contribuir para o desenvolvimento das pedras na vesícula estão a dieta rica em gordura e carboidratos, alimentação pobre em fibras, vida sedentária, colesterol alto, hipertensão, obesidade, diabetes, sobrepeso.

Outras questões associadas à formação dos cálculos são a predisposição genética, uso prolongado de anticoncepcionais, nível elevado de estrogênio, o que justifica a maior incidência do cálculo biliar em pessoas do sexo feminino.

Quais são os sintomas mais comuns?

Como já mencionei, muitos casos são silenciosos e não apresentam sintomas, entretanto, há os que evoluem de forma sintomática e provocam manifestações como dor forte do lado direito superior do abdômen. Essa dor pode irradiar para as costelas, parte de cima da caixa torácica e, até mesmo, para as costas.

A sensação dolorosa tende a intensificar após as refeições, com picos de intensidade que variam. Algumas pessoas chegam a apresentar, além da cólica, episódios de febre, náuseas, vômitos e fraqueza.

Quais são os tratamentos possíveis?

O tratamento paliativo se baseia no uso de medicação para alívio da dor e enjôo.  No entanto, o tratamento mais efetivo para resolver o problema é a realização de cirurgia (colecistectomia).

Durante muito tempo, essa cirurgia foi realizada de maneira convencional, através de técnica aberta no abdomen. Com a evolução técnica e tecnológica da medicina, hoje em dia é possível fazer o procedimento de forma mais rápida e segura por meio de videolaparoscopia.

O procedimento videolaparoscópico é menos invasivo e oferece  benefícios como pequenas incisões e, portanto, menores cicatrizes. Além disso, há menor trauma, riscos reduzidos de complicações como hemorragias e infecções, período curto de internação e breve retorno às atividades normais.

Até que a cirurgia seja feita, recomenda-se adotar uma dieta livre de gorduras para evitar as crises de cólica.

Quer saber mais sobre pedra na vesícula? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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Como é o pós-operatório da tireoidectomia?

Como é o pós-operatório da tireoidectomia?

A glândula tireoide é responsável pela produção de alguns dos hormônios mais importantes para a manutenção do bom funcionamento do corpo. Por isso, quando há a necessidade de passar por uma tireoidectomia, os pacientes ficam apreensivos e preocupados.

Porém, após a leitura deste post, você vai perceber que não há motivos para ter medo. Por ser uma cirurgia realizada com frequência, as técnicas são cada vez mais aperfeiçoadas e o pós-operatório é mais tranquilo. 

O que é a tireoidectomia?

Trata-se de um procedimento realizado para a remoção parcial ou total da glândula tireoide. Este procedimento costuma trazer grande temor aos pacientes em razão de ser muito delicado e complexo, principalmente em razão das estruturas sensíveis localizadas na região.

Apesar da tireoide ser essencial para o bom funcionamento do organismo, é possível levar uma vida tranquila após a tireoidectomia, necessitando apenas do uso diário de um medicamento à base de hormônio tireoidiano.

Ainda, a retirada desta glândula pode ser feita de diferentes maneiras, variando de acordo com o resultado esperado e/ou com a condição que provocou a indicação cirúrgica.

Quais são as indicações?

Obviamente, a tireoidectomia é indicada em situações que impedem a glândula tireoide de funcionar corretamente e que não responderam bem a outras alternativas de tratamento. Dentre as possibilidades, as principais indicações são:

  • diagnóstico ou suspeita de câncer de tireoide, sendo a alternativa mais eficaz para a cura do paciente;
  • hipertireoidismo, quando o uso de inibidores do hormônio da tireoide não conseguem controlar a doença;
  • bócio volumoso, apenas nos casos em que o paciente sofre com sintomas desagradáveis que afetam a sua qualidade de vida;
  • presença de nódulos, cistos ou outros quadros que provoquem compressão e desconforto na glândula.

Como é a cirurgia?

Na maioria dos casos, a tireoidectomia costuma demorar cerca de duas horas. O procedimento consiste em retirar a glândula tireoide, de forma parcial ou total. Para isso, são realizadas incisões no pescoço (endoscópica) ou um corte extenso para visualização da glândula (aberta).

Ainda, existem duas variações para essa cirurgia: lobectomia e esvaziamento cervical. A primeira é a remoção de apenas uma metade da tireoide, sendo indicada em pacientes de câncer do tipo papilífero ou folicular.

Já o esvaziamento cervical consiste em retirar a glândula tireoide e os linfonodos próximos a ela e presentes na cervical. Este procedimento é realizado quando essas estruturas foram afetadas pelo câncer.

Como é o pós-operatório?

Geralmente, o pós-operatório da cirurgia de tireoide leva cerca de 15 dias. Neste período, o paciente precisa seguir algumas orientações médicas, tais como, evitar esforço físico, uso de analgésicos em caso de dor e manutenção do curativo.

Em alguns casos, mesmo ao seguir essas recomendações, o paciente pode ser acometido pelos seguintes sintomas:

  • tosse e dor de garganta em função de uma inflamação na região, mas que costuma diminuir de intensidade após a primeira semana;
  • rouquidão e cansaço ao falar são situações recorrentes depois da retirada da tireoide;
  • redução no nível de cálcio no sangue em razão da manipulação das glândulas paratireoides, responsáveis por regular essa taxa;
  • presença de hematoma no pescoço.

Ademais, por causa da ausência da glândula tireoide, o paciente precisará fazer a reposição dos hormônios tireoidianos através da ingestão de medicamentos durante toda a vida. 

Quais são os riscos cirúrgicos?

Ainda que raras, as complicações cirúrgicas podem acontecer. Entre os problemas mais comuns estão: hipoparatireoidismo, acúmulo de sangue (hematoma), alterações na voz e paralisia bilateral de prega vocal.

Portanto, você percebeu que, apesar de perigosa, a tireoidectomia é uma cirurgia com alto índice de sucesso. Além disso, não há nenhuma perda na qualidade de vida do paciente após a cirurgia, desde que faça uso dos medicamentos prescritos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

Posted by Dr. Felipe Malafaia in Todos