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Hérnia umbilical em crianças: como identificar?

Hérnia umbilical em crianças: como identificar?

O mais evidente sintoma ou sinal de uma hérnia umbilical é a presença de uma saliência que surge na região do umbigo. Ela é muito mais perceptível quando a criança faz força na região do abdômen, por exemplo, ao rir, tossir, chorar ou quando vai evacuar.

É importante ressaltar que, quanto maior for a dimensão da hérnia, maiores serão os incômodos e sintomas de enjoos e dor.

Principais sintomas da hérnia umbilical em crianças

Os principais sinais envolvem náuseas, vômitos, dor e a saliência na região do umbigo, como apontamos. Porém, em alguns casos é possível perceber caroços que são palpáveis, especialmente quando a criança está de pé.

Um fato interessante de ser observado aqui, é que a hérnia costuma voltar ao normal por conta própria até os cinco anos de idade. Entretanto, é essencial que os pais da criança cuidem para que ela receba o acompanhamento médico ideal.

As visitas ao médico devem ser feitas e mantidas mesmo que a criança não reclame de dores ou de algum outro sintoma, para que seja possível avaliar a gravidade do problema.

Lembrando que quando essa condição se mostra mais complexa e a criança não recebe o tratamento mais indicado para a sua situação, a hérnia pode progredir e se estruturar de forma que fique presa na cicatriz do umbigo.

Essa situação merece atenção extra especialmente quando estamos falando de a criança ser ainda um bebê. A hérnia umbilical encarcerada pode provocar sérias complicações e colocar a vida do bebê em risco, sendo preciso que uma cirurgia de urgência seja feita.

Normalmente, o aparecimento da hérnia umbilical nos bebês costuma ser acompanhada dos mesmos sintomas verificados em crianças mais velhas e em adultos.

O surgimento dessa condição tem relação especial com a queda do coto umbilical, que ocorre pouco após o nascimento.

Alguns sinais que indicam que a hérnia no bebê é grave e pede mais atenção médica, são:

  • Barriga descolorida ou inchada — isso também ocorre tanto nas crianças quanto nos adultos;
  • Vômitos frequentes;
  • Sinais de dor óbvia;

Tratamentos da hérnia umbilical em crianças

A forma mais comum de lidar com a hérnia umbilical quando ela surge em bebês, é fazendo o uso de cintas ou esparadrapos para pressionar o umbigo para o interior da cavidade do abdômen.

Porém, existem os casos em que a criança cresce e a hérnia também se desenvolve ou ainda, ela já fez cinco anos e o problema não desapareceu. Nesses casos e, conforme critérios específicos, o médico que faz o acompanhamento da situação pode recomendar que uma cirurgia seja feita para que o problema seja corrigido.

O procedimento cirúrgico normalmente é adotado quando a hérnia umbilical:

  • Não desaparece até os cinco anos;
  • Não diminui suas dimensões entre seis e 12 meses;
  • Tem mais de 1,5 centímetros de diâmetro;
  • São dolorosas;
  • Causam bloqueio ou se predem ao intestino.

Observações importantes

As hérnias umbilicais são mais recorrentes em crianças que apresentam alguns aspectos específicos, como as que têm baixo peso ao nascer ou nasceram prematuramente.

As crianças negras também estão mais sujeitas a desenvolver essa doença. Entretanto, ela afeta ambos os sexos da mesma forma.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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Como é feita a cirurgia de hérnia umbilical?

Como é feita a cirurgia de hérnia umbilical?

A cirurgia de hérnia umbilical, na realidade, é um procedimento relativamente rápido de ser feito e de baixa complexidade. Geralmente, o tempo gasto na operação é de 30 a 60 minutos. Em boa parte dos casos, o paciente pode retornar para casa em um ou dois dias.

Quem permanece por mais tempo no hospital são as pessoas que têm algum problema de saúde preexistente ou que moram sozinhas.

A cirurgia de hérnia umbilical pode ser realizada de duas maneiras, por meio, da técnica tradicional, que requer um corte na região umbilical, ou por meio da videolaparoscopia, um procedimento mais rápido e menos invasivo.

Como é feita a cirurgia de hérnia umbilical?

Independentemente do modo escolhido, esse procedimento cirúrgico tem como objetivo empurrar a alça intestinal ou nódulo de volta para a sua posição normal na barriga.

Além disso, o ponto por onde se originou a saliência, ou seja, a camada muscular enfraquecida da parede abdominal é reestruturada para que fique mais forte. Nos adultos ou quando a hérnia umbilical tem dimensões maiores que as convencionais, o médico pode colocar um adesivo ou tela especial na parede do abdômen tendo em vista a necessidade de fortalecer melhor a área e garantir que ela não se rompa.

Cirurgia de hérnia umbilical aberta

Esse método, normalmente, precisa de anestesia peridural. Apesar de ser chamada de “aberta”, o corte feito é pequeno variando entre 2 ou 3 cm, de acordo com o tamanho da hérnia. No mais, pessoas obesas requerem um corte maior.

Cirurgia de hérnia de umbigo via videolaparoscopia

Esse método geralmente faz uso de anestesia geral, apesar de que a epidural também possa ser usada. Por ser um procedimento menos invasivo — são feitos pequenos furos — o paciente tem menos marcas, menos riscos e a volta à rotina é mais rápida.

Tempo de recuperação

Normalmente, o período de recuperação para a cirurgia de hérnia umbilical não costuma ser muito longo, sendo que o tempo de internação hospitalar varia entre 12 e 24 horas.

Dentro de 3 a 5 dias após a cirurgia, a pessoa já pode retornar à maior parte das atividades do dia a dia que são de seu costume.

Para voltar a trabalhar o período de espera fica entre 1 e 2 semanas, mas desde que a pessoa não tenha que fazer grandes esforços, tais como levantar peso.

Assim como outras operações, essa também pode trazer algumas reações e complicações. Dentre as mais comuns temos a infecção, lesão de nervos e dor. O reaparecimento da hérnia é algo extremamente raro.

É importante destacar que no caso da hérnia umbilical a cirurgia é o único método de tratamento e cura. Os demais tipos de tratamentos não tem a capacidade de resolver o problema, pois atuam mais precisamente nos sintomas.

Por fim, o tipo de cirurgia de hérnia umbilical é algo que, além de ser discutido entre o médico e o paciente, depende de alguns fatores, como a pessoa ser ou não obesa, ser portadora de outras doenças ou ainda, da idade e do tamanho da hérnia.

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7 sintomas da hérnia umbilical

7 sintomas da hérnia umbilical

A hérnia umbilical (hérnia de umbigo) tem origem quando a parede abdominal não consegue encerrar por completo as estruturas intra-abdominais. Ou seja, ela ocorre em uma área de fraqueza da parede do abdômen ao nível do umbigo, região onde a saliência é evidenciada.

A título de curiosidade, as hérnias podem afetar outras partes do abdômen, nesses casos, elas são chamadas pelo termo genérico de hérnia abdominal. Quando ela surge na área da virilha são denominadas de hérnia inguinal.

Confira, a seguir mais detalhes sobre essa condição e fique por dentro do assunto!

Sintomas da hérnia umbilical

Alguns sintomas que permitem a identificação da hérnia umbilical, são:

  1. Pode se manifestar como uma espécie de caroço no umbigo;
  2. Um nódulo que surge na região do umbigo quando a criança faz algum esforço, como rir ou chorar, desaparecendo quando ela relaxa;
  3. Tanto em crianças quanto em adultos, a área em volta do umbigo pode aumentar em até duas polegadas;
  4. O umbigo apresenta uma deformação podendo ficar distorcido e esticado;
  5. Inchaço na região que diminui quando a pessoa se deita;
  6. A pele ao redor do umbigo pode ficar azul, ficar avermelhada ou cinza por falta de circulação devido a hérnia cortar ou reduzir o fluxo de sangue;
  7. Dor, queimação e rigidez na área.

Vida normal vs hérnia umbilical

Os pacientes que tem ou tiveram hérnia umbilical podem levar uma vida perfeitamente tranquila sem que sejam surpreendidos por alguma complicação.

Porém, em raros casos, as complicações podem surgir e quando o tratamento adequado e em tempo não é feito, elas podem se agravar, podendo colocar a vida do indivíduo em risco.

A hérnia umbilical costuma aparecer com maior frequência em crianças. Na maioria dos casos envolvendo recém-nascidos a hérnia desaparece por conta própria ainda no primeiro ano de vida.

Entretanto, nos casos em que ela demora muito a encerrar, pode ser necessário que a criança passe por um tratamento cirúrgico.

Os adultos de qualquer idade também estão sujeitos a ter esse problema, mas as ocorrências acontecem em quantidade bem menor em comparação com as crianças. Além disso, elas tendem a ser mais recorrentes nas mulheres.

Reparação das hérnias umbilicais

Como apontamos anteriormente, em crianças pequenas as hérnias umbilicais costumam se curar sem que haja a necessidade de tratamento. No caso dos adultos, a reparação passa pela cirurgia tendo em vista a necessidade de diminuir os riscos e as chances de complicação.

Com relação a escolha do método cirúrgico, normalmente, os médicos observam os seguintes pontos, em relação à hérnia, antes de fazer a escolha final:

  • Quando ela torna-se muito dolorosa;
  • Quanto sua dimensão é superior a meia polegada de diâmetro;
  • Não diminui ou desaparece entre um ou dois anos;
  • Não desapareceu até os 3 ou 4 anos de idade da criança;
  • Quando restringe ou bloqueia o intestino.

Então, é isso! Esperamos que esse artigo possa ajudar a você a entender melhor sobre a hérnia umbilical. Em caso de dúvidas, sempre consulte o especialista para mais orientações.

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Como se preparar para a tireoidectomia?

Como se preparar para a tireoidectomia?

A tireoidectomia é o nome dado para a cirurgia responsável por retirar toda a glândula tireoide ou parte dela. Para ser realizada, é preciso que uma série de fatores sejam analisados, sendo que todas as particularidades são discutidas entre o médico e o paciente.

Geralmente, a tireoidectomia costuma apresentar uma ótima evolução, com raras complicações. Porém, alguns aspectos precisam ser detalhados ao paciente, até porque todo tipo de cirurgia apresenta algum tipo de risco e possíveis consequências.

Nos próximos parágrafos abordamos os principais pontos que você deve conhecer antes de passar por esse procedimento. Confira e fique por dentro do assunto!

Cuidados e preparação para a tireoidectomia

Já antes da internação para a cirurgia de tireoide é importante que o paciente tenha consciência de que é preciso manter hábitos saudáveis. A ideia por trás disso, é que o processo de recuperação seja mais eficiente e que, durante a realização do procedimento não haja nenhuma surpresa.

Por isso, o ideal é manter uma alimentação equilibrada e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Além disso, é preciso ter uma atenção especial com a presença de outras doenças, como colesterol alto e diabetes.

Jejum

Geralmente, as cirurgias que exigem uma anestesia geral requerem que o paciente tenha feito um jejum de, no mínimo, oito horas. É preciso conversar com o médico para esclarecer todas as dúvidas sobre esse ponto.

O motivo do jejum é que trata-se de algo relevante em todo o processo, pois, ao realizar a intubação corre-se o risco de passar por um episódio de broncoaspiração, o que, em situações mais complexas pode até provocar uma pneumonia, devido ao vômito ter ido parar nos pulmões.

Medicamentos

Normalmente, quase todos os medicamentos que o paciente faz uso devem ser mantidos até a realização da cirurgia. Mais uma vez, é o médico quem define quais podem ser tomados e quais deverão ser evitados, ou ainda, até quando se deve tomá-los.

O paciente precisa estar atento para informar ao médico todos os medicamentos que utiliza. Vale lembrar que alguns remédios podem provocar reações adversas e efeitos colaterais que podem prejudicar a cirurgia e colocar a vida do paciente em risco.

Complicações da tireoidectomia

Qualquer que seja o procedimento cirúrgico sempre existe algum tipo de risco. No caso da tireoidectomia é essencial conhecê-los para lidar melhor com a situação, caso surjam, assim como para ficar mais tranquilo. Veja alguns:

  • Dificuldade para respirar: a pessoa pode ter certa dificuldade para respirar devido ao acúmulo de sangue que também pode provocar dor;
  • Alterações na voz: na maioria dos casos a rouquidão ou alterações na voz são coisas temporárias, mas em outros pode ser permanente. Um fonoaudiólogo é o profissional mais indicado para ajudar na reabilitação;
  • Hipoparatireoidismo: como a tireoidectomia promove a retirada da glândula, o hormônio PTH deixa de ser produzido. Sendo assim, a pessoa precisará incluir o consumo de diuréticos, cálcio e vitamina D em sua rotina.

A tireoidectomia é uma cirurgia eficiente e segura, garantindo que a pessoa que retirou a glândula consiga voltar a ter uma vida normal sem os incômodos que um problema de tireoide causa. Claro que novos hábitos precisarão ser adotados, mas com o tempo eles são facilmente integrados à rotina.

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O pós-operatório da tireoidectomia

O pós-operatório da tireoidectomia

A tireoidectomia é um tipo de cirurgia que tem como finalidade promover a retirada da tireoide. Por ser um procedimento que não é muito conhecido pela maior parte das pessoas é natural que muitos pacientes fiquem apreensivos quanto a sua realização.

Entretanto, esse método cirúrgico é muito seguro e ainda traz o benefício de contar com um número muito baixo de complicações.

A seguir, vamos entender um pouco melhor como ocorre o pós-operatório, bem como alguns aspectos próprios da tireoidectomia.  Acompanhe!

Pós-Operatório da tireoidectomia

Após a realização da cirurgia e, caso o paciente não tenha tido nenhum tipo de complicação, é muito possível que a alta já seja dada em um ou dois dias. Ainda assim, ele terá que observar algumas orientações, tais como, evitar atividades rotineiras por, no mínimo, sete dias.

No período de pós-operatório da tireoidectomia também é preciso ter atenção para evitar movimentos bruscos, sendo que as principais restrições são: não fazer esforços físicos e não abaixar a cabeça.

Após três ou quatro dias, o paciente retorna ao médico para retirar os pontos. Após isso, ele fará uso de um curativo por alguns dias para evitar que bactérias e corpos estranhos prejudiquem a cicatrização.

Em alguns casos, poderá ser necessário continuar com o dreno para auxiliar na retirada do excesso de líquido que possa estar se acumulando no ferimento.

O pós-operatório necessita em torno de 15 dias para que seja efetivado. No decorrer desse espaço de tempo o paciente precisa observar o repouso recomendado pelo médico.

Em determinadas situações, o uso de iodo radioativo como tratamento adicional pode ser recomendado pelo especialista. Normalmente, a função é destruir a presença de células malignas que ainda estejam no corpo.

Observações importantes sobre o pós-operatório da tireoidectomia

Todos os procedimentos cirúrgicos podem ter consequências, efeitos colaterais e reações adversas. Com a tireoidectomia não seria diferente.

Abaixo, selecionamos alguns dos eventos mais comuns após a realização dessa cirurgia para ajudar na compreensão e tranquilizar quem vai precisar ser submetido a uma.

Náuseas

Devido a anestesia geral, alguns pacientes podem ter náuseas ou vômitos após passarem pela cirurgia. Na maioria dos casos, esses sintomas são mais fortes no dia do procedimento, mas já melhoram muito no dia seguinte.

Para que o paciente não se sinta muito incomodado, o médico pode recomendar anti-heméticos ou medicamentos contra náuseas e vômitos.

Dores

Apesar da eficiência e segurança, a tireoidectomia, no pós-operatório, pode provocar um pouco de dor no paciente. Mas a melhora é gradual e em poucos dias o paciente já não sente mais esse tipo de incômodo.

Formigamentos

As caibras e formigamentos costumam aparecer após dois dias de a cirurgia ter sido feita. Geralmente, tais sintomas são tratados com cálcio e vitamina D. O paciente apenas precisará tomar o cálcio por via endovenosa somente quando a medicação em comprimidos não apresentar os resultados esperados.

Tosse

A tosse é muito comum nas pessoas que foram submetidas a tireoidectomia. Isso ocorre muito no pós-operatório dado o fato de que a traqueia foi manipulada ou ainda, pela inflamação da garganta e cordas vocais devido a intubação. Esses sintomas costumam sumir por conta própria. Caso seja preciso, o paciente pode usar xaropes e fazer inalação.

Esperamos que esse artigo tenha sanado algumas de suas dúvidas sobre a tireoidectomia. Por fim, lembre-se que nada substitui o atendimento e a orientação médica!

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Aumento da tireoide: conheça as causas

Aumento da tireoide: conheça as causas

Situada na base de nosso pescoço, à frente da traqueia, a tireoide consiste em uma das maiores glândulas existentes no corpo humano. Ela é responsável por produzir alguns hormônios muito importantes para o metabolismo. Por isso, o aumento da tireoide pode ocasionar uma série de problemas para a saúde.

A seguir, vamos falar sobre alguns dos principais fatores que podem provocar essa alteração e como lidar com eles. Acompanhe!

Hipertireoidismo: o aumento da tireoide

Nos casos em que a tireoide produz mais hormônios do que o normal, geralmente, estamos falando sobre algo relacionado ao seu aumento.

Quando isso ocorre, basicamente tudo funciona mais rápido. Por exemplo, os batimentos cardíacos tendem a ficar mais acelerados e a pessoa pode começar a sofrer com pressão alta.

Fraqueza muscular, intestino solto, agitação, cansaço e mãos trêmulas também são consequências do hipertireoidismo.

Há várias causas para essa condição, porém, a mais comum é a doença de Graves. Ela surge quando o sistema imunológico do indivíduo ataca a glândula tireoide. Esse processo leva ao seu aumento e estimula a produção de hormônios em excesso.

A doença de Graves é crônica e, não raro, ocorre com mais frequência em pessoas que já tenham registros familiares de alguma doença relacionada com a tireoide.

Em algumas situações, essa doença ainda provoca inchaços atrás dos olhos da pessoa, o que termina por provocar um deslocamento para frente dos olhos impulsionando-os para fora do globo ocular.

Outras causas menos comuns para o aumento e alterações na tireoide, são:

  • Tireoidite pós-parto: algumas mulheres podem desenvolver essa condição em um nível moderado depois de passados alguns meses do parto. É uma situação singular, pois tende a durar entre um e dois meses, sendo que depois, temos um quadro de hipotireoidismo — diminuição da atividade da tireoide — que pode perdurar por alguns meses. Em algumas situações, a glândula não consegue retornar ao seu estado normal.
  • Tireoidite subaguda: consiste em uma inflamação que surge acompanhada de dor e, normalmente, é causada por vírus.
  • Nódulos tireoidianos: são tumores que acometem a glândula podendo causar a secreção em excesso de hormônio tireoidiano.
  • Tireoidite linfocítica: é caracterizada por uma inflamação não-dolorosa e tem como origem a infiltração de linfócitos na tireoide.

Observações importantes sobre o aumento da tireoide

É interessante observar que vários dos sinais e sintomas relacionados ao aumento da tireoide podem ocorrer em condições diversas das apontadas acima. Por isso, ao menor sinal de suspeita o médico especialista deve ser procurado, tendo em vista o objetivo de fornecer, o quanto antes, o diagnóstico correto para essa ou outra condição.

Já as pessoas que foram diagnosticadas com esse problema também precisam manter uma rotina de cuidados, especialmente nas visitas médicas para o correto acompanhamento da situação.

Com relação aos tratamentos para problemas na tireoide, boa parte deles são controlados com medicamentos, usados para regular a produção hormonal.

Em alguns casos de aumento da tireoide pode ser necessária uma intervenção cirúrgica. Porém, esse recurso é mais recomendado para os casos em que a remoção de nódulos ou da própria tireoide seja necessário.

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Importância da atividade física após a gastroplastia

Importância da atividade física após a gastroplastia

A gastroplastia, ao contrário do que pensam muitas pessoas, não é uma solução milagrosa ou permanente para a obesidade. Além disso, estudos realizados nos últimos anos, dentre eles, um que está sendo conduzido pela Universidade São Paulo (USP), apontam que se essa operação não for acompanhada de atividades físicas, seus efeitos não serão tão eficientes.

A seguir, vamos entender melhor sobre esse assunto. Acompanhe!

A gastroplastia e a atividade física

O indivíduo que passa por um procedimento de gastroplastia, precisa ter consciência de que as atividades físicas têm um papel fundamental para que seja evitada a perda de massa magra pelo corpo.

Estudos e pesquisas que relacionam os exercícios com cirurgias de combate e prevenção à obesidade apontam que a prática dessas atividades são essenciais para otimizar e manter a perda de peso após a cirurgia.

Esse fato nos leva a outro ponto: por quanto tempo será necessário praticar alguma atividade física?

A resposta é clara e objetiva: para o resto da vida! Temos que ter em mente que o corpo humano foi feito para se movimentar. Quando nos mantemos ativos uma série de mecanismos fundamentais para a manutenção de nossa saúde, bem estar e qualidade de vida também são ativados.

Por isso, a recomendação é sempre procurar se manter em movimento ao longo do dia. Optar pelas escadas em vez do elevador, procurar caminhar mais, se deslocar mais vezes à pé, até mesmo arrumar a casa já ajuda a manter o corpo funcional.

Claro que isso é apenas o começo. O ideal mesmo é realizar alguma atividade com certa frequência. A dica é escolher aquela que melhor se encaixe ao perfil pessoal: natação, luta, corrida, bike, caminhada, dentre tantas outras opções.

Após a cirurgia, quanto tempo devo aguardar para me exercitar?

Esse é um ponto muito importante, pois varia de pessoa para pessoa. Sendo assim, o médico é quem define o melhor momento para começar. Ele avaliará todo o processo de recuperação, as condições físicas atuais e as necessidades próprias da pessoa.

Alguns métodos cirúrgicos, como a videolaparoscopia, ajudam o paciente a ter uma recuperação mais rápida e, com isso, ele pode começar a praticar exercícios físicos mais cedo.

As cirurgias tradicionais ou abertas, como também são conhecidas, são um pouco mais invasivas e requerem mais tempo para a recuperação.

Mas de uma forma geral, atividades mais simples e básicas, como uma caminhada, já podem ser realizadas pelo paciente que passou por uma gastroplastia já no primeiro mês do procedimento.

Outro fator muito importante, é que a prática de atividades físicas não é importante apenas para o período pós-cirurgia.

Na realidade, pessoas que são ativas ou que começaram a praticar algum exercícios semanas antes do procedimento têm uma recuperação menos sujeita e riscos, mais eficiente e mais rápida.

Por fim, além de adotar alguma atividade física, é fundamental que a pessoa também mude seu estilo alimentar, ficando atenta às orientações passadas pelo médico e pelo nutricionista. É um processo de reaprendizado em muitos casos, mas para a saúde e para qualidade vida, tudo vale a pena!

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4 técnicas de cirurgia bariátrica

4 técnicas de cirurgia bariátrica

Primeiramente, é importante ressaltar que quando o assunto é uma cirurgia bariátrica a definição e a escolha do melhor método é sempre do médico e não do paciente. É claro que todas as alternativas disponíveis para o paciente serão discutidas com ele, mas precisamos considerar que é o médico quem avalia qual o melhor procedimento.

Além disso, há uma série de fatores que precisam ser observados e que possuem uma relação direta com a eficácia da técnica escolhida, por exemplo, um paciente que necessita perder uma grande quantidade de peso, provavelmente deverá ser submetido a uma cirurgia bariátrica mais invasiva.

Sabendo disso, vejamos, a seguir, algumas das principais opções de cirurgia bariátrica. Acompanhe!

Tipos de cirurgia bariátrica

1. Banda gástrica

O procedimento que faz uso da banda gástrica, consiste em um pequeno dispositivo que ficará situado na parte inicial do estômago. Ele fica conectado a um tipo de reservatório por meio do qual é possível esvaziar ou apertar o estômago, aumentando ou diminuindo o nível de restrição.

Apesar de ser um pouco invasivo, esse método é reversível, sendo esse um dos fatores positivos. Além disso, é possível fazer os ajustes necessários de forma individual.

2. Sleeve

O Sleeve ou gastrectomia vertical é uma técnica cirúrgica que tem dois pontos importantes: o primeiro, promover a restrição da quantidade de alimento que poderá ser ingerido e, segundo, a retirada de uma parte do estômago, responsável por produzir o hormônio que provoca a sensação de fome.

3. Bypass Gástrico

Geralmente, o Bypass Gástrico consegue promover uma redução em torno de 10% da capacidade total do estômago. Além de restringir a quantidade de comida, essa técnica desvia os alimentos, pulando a primeira parte do intestino, chamada de duodeno.

Com isso, a produção do hormônio grelina (responsável pela sensação de fome) é reduzida enquanto o intestino libera os hormônios responsáveis pela saciedade.

É uma técnica muito interessante, especialmente pelo fato de a perda de peso ocorrer sem episódios de desnutrição e diarreia. Além disso, as doenças que tenham relação com o excesso de peso costumam apresentar uma melhora relativamente rápida.

4. Duodenal Switch

Esse tipo de cirurgia bariátrica consiste na retirada de dois terços do estômago do paciente. O procedimento se assemelha ao Sleeve e é considerado invasiva, por isso, recomenda-se o seu uso para as situações em que é preciso perder muito peso.

Dadas as particularidades desse modelo de cirurgia ela permite que o indivíduo que foi submetido a ela possa consumir uma considerável quantidade de proteínas, especialmente por meio da ingestão de carne.

Observações importantes sobre a cirurgia bariátrica

Analisando pelo lado nutricional, as pessoas que passaram por algum tipo de cirurgia bariátrica precisam fazer um acompanhamento pelo resto de suas vidas.

O objetivo é que o indivíduo não somente receba (e siga) as orientações para a criação de sua dieta, mas também que seja monitorado com relação ao surgimento de possíveis condições relacionadas ao quadro de obesidade ou ao procedimento cirúrgico propriamente dito.

Por fim, é importante saber que o sucesso da cirurgia bariátrica depende muito das medidas adotadas pelo paciente após ser submetido ao procedimento, principalmente, porque todo o processo envolve a adoção de um novo estilo de vida.

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É possível evitar a perda de massa muscular após a bariátrica?

É possível evitar a perda de massa muscular após a bariátrica?

Os procedimentos cirúrgicos ganharam destaque entre as estratégias de tratamento da obesidade mórbida. Atualmente, são a opção mais acertada para garantir a perda ponderal acentuada e a melhora do metabolismo desses pacientes. Entretanto, a perda de massa muscular que acompanha a redução do peso é uma consequência negativa dessa abordagem de tratamento.

A cirurgia vem se aperfeiçoando com o passar do tempo. Com isso, diversas técnicas foram desenvolvidas e outras se tornaram ultrapassadas. Apesar das diferentes formas de abordagem, todas têm o mesmo objetivo: reduzir a quantidade de gordura corporal. 

O que acontece com a massa muscular após a bariátrica?

Seja pela menor absorção de alimentos ou pela menor ingestão de nutrientes, todo paciente que passa por uma cirurgia bariátrica perde, em média, 40% do peso corporal. Nos 6 primeiros meses de pós-operatório, a perda ponderal é mais intensa e se estabiliza após 12 a 24 meses.

Contudo, a perda de peso não envolve apenas diminuição do tecido adiposo. Verifica-se também uma importante diminuição da massa muscular e massa óssea. 

Nesse período, entre outras mudanças provocadas pela cirurgia no organismo, a ingestão de alimentos passa a ser consideravelmente menor, assim como a absorção dos nutrientes. Isso pode prejudicar a síntese proteica, o que leva à redução significativa da massa muscular.

Dá para evitar a perda de massa muscular após o procedimento?

O músculo representa boa parte da massa muscular. Ele é importante para a sustentação da postura, além de estar presente em diversas outros processos do organismo. 

Além disso, o músculo é responsável por parte significativa do consumo energético em repouso. Isso significa que a redução considerável da massa muscular reflete uma preocupação a mais para os pacientes. Isso porque esse processo favorece o reganho de peso após a cirurgia.

A perda da massa muscular nos pacientes que realizam cirurgia bariátrica é uma consequência das alterações causadas pelo procedimento. Dessa forma, é inevitável que isso ocorra.

Entretanto, é possível atenuar o problema. O mais indicado é que o paciente tenha um acompanhamento multidisciplinar continuado, envolvendo o cirurgião, um nutricionista, o psiquiatra e o profissional de educação física.

Atividade física

O esporte e atividade física definidos pelos profissionais envolvidos é imprescindível para restabelecer o músculo e a força óssea. E não é só isso, o exercício, além de reduzir as consequências negativas decorrentes do procedimento, é capaz de potencializar os benefícios. 

Isso quer dizer que, além de contribuir para recuperar a massa muscular perdida, ajuda na perda de gordura e na manutenção do peso ideal após o tratamento. A associação de treinos de força com exercícios aeróbicos melhoram o condicionamento cardiovascular e são uma boa opção para o aumento de massa magra.

Suplementação alimentar

A alimentação passa por uma alteração relevante após o procedimento cirúrgico. É importante destacar que a deficiência de nutrientes devido à menor absorção e ingestão é bastante comum. 

O período pós-cirúrgico é marcado por uma necessidade maior de proteínas no organismo. Diante de maior demanda e menor consumo, a carência desse nutriente se torna frequente, e com isso, prejudica a recuperação do músculo.

Por isso, o acompanhamento nutricional entende-se indispensável para a reposição de aminoácidos, proteínas e outros nutrientes que favoreçam a saúde, o metabolismo e o reganho de massa muscular.

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Gravidez x cirurgia bariátrica: existe risco?

Gravidez x cirurgia bariátrica: existe risco?

A cirurgia bariátrica para o tratamento da obesidade em mulheres, geralmente, é realizada durante a idade fértil. 

Um dos fatores relacionados à obesidade é que, muitas vezes, as mulheres que sofrem com o excesso de peso têm sérios problemas hormonais que impedem a regularização dos ciclos menstruais. Consequentemente, engravidar representa uma enorme dificuldade. 

Após o procedimento, as mudanças metabólicas provenientes da cirurgia alteram a produção hormonal. Daí, a regularização da ovulação e o aumento da fertilidade favorecem a possibilidade de engravidar.

Entretanto, a gravidez pode representar um risco tanto durante o estado de obesidade, quanto no momento do pós-operatório. Entenda.

Riscos da gravidez durante o estado de obesidade

Em mulheres obesas há diversas disfunções ginecológicas, como já mencionado anteriormente. Nesses casos, quando a gestação é possível, é verificado maior risco de partos prematuros, diabetes gestacional, hipertensão arterial relacionada à gestação, pré-eclâmpsia, bebês demasiadamente grandes e com muito mais gordura corporal, hemorragias durante cesarianas, infecções de feridas cirúrgicas e complicações anestésicas.

Pela própria natureza prejudicial do excesso de peso, alguns problemas como diabetes e hipertensão já podem fazer parte do quadro de saúde da mulher, antes mesmo da concepção. Embora esses riscos possam aparecer em mulheres saudáveis também, é recomendado um acompanhamento multidisciplinar antes da gestação para verificar a segurança da mãe e do bebê regularmente e controlar alguma doença preexistente.

Riscos da gravidez após a cirurgia bariátrica

A abordagem cirúrgica muitas vezes é a única solução efetiva para o tratamento da obesidade. Boa parte das técnicas envolvem a redução do volume estomacal com a redução da absorção de nutrientes pelo intestino. Em todos os casos, contudo, a cirurgia bariátrica é um procedimento imensamente invasivo e que exige cuidados e acompanhamento especializado no pós-operatório.

Quando a mulher está planejando engravidar, o mais recomendado é aguardar, pelo menos, 12 a 18 meses após a cirurgia.

O que ocorre é que nesse período há perda de peso acentuada, podendo chegar a 70% do peso total da pessoa. Essa rápida perda ponderal prejudica o desenvolvimento do feto. Além disso, complicações da cirurgia podem ser confundidas com sintomas da gestação, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento adequado.

Durante o pós-operatório, a alimentação sofre alterações significativas, assim como a absorção nutricional. Nesse sentido, outra consequência de uma gravidez nessa fase é que o fornecimento de macronutrientes importantes para a saúde materno-fetal fica deficiente. Assim, a suplementação deve ser orientada antes da concepção, tanto para suprir as necessidades da mãe, quanto do bebê, posteriormente.

Outro ponto importante a se considerar é referente às hipoglicemias, frequentes durante qualquer gravidez. Nas mulheres que se submetem à cirurgia bariátrica, essas baixas de glicose no sangue são mais recorrentes e graves. 

Como se pode ver, o período pós-operatório de uma cirurgia bariátrica é complexo e exige muito do paciente. Da mesma forma, uma gravidez requer cuidados especiais para que a saúde da mãe e do bebê sejam garantidas.

Na fase pós-bariátrica, o melhor é fazer uso de anticoncepcionais e realizar o acompanhamento médico necessário para estabilizar qualquer efeito colateral do procedimento para que a futura gestação seja tranquila e saudável.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

Posted by felipemalafaia in Todos