cólon

Quais são as doenças que acometem o cólon?

Quais são as doenças que acometem o cólon?

Você sabe o que é cólon? O cólon é a parte central do intestino grosso. Ele é composto por diversas camadas de tecido e participa ativamente do processo de digestão dos alimentos. Vale acrescentar que o cólon está dividido em cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente e cólon sigmóide.

O ascendente está localizado depois do intestino delgado, do lado direito inferior do abdômen.  O transverso segue do fígado em direção ao baço, atravessando o abdome do lado direito para o esquerdo. O descendente, como o nome indica, desce pelo lado esquerdo, levando o bolo alimentar para baixo, enquanto o sigmóide é móvel e liga-se ao reto.

Assim como qualquer outra parte do corpo, o cólon pode adoecer. Pensando nisso, preparei um texto listando as doenças mais comuns de cólon e as principais características de cada uma delas.

Síndrome do cólon irritável

A síndrome do cólon irritável é um distúrbio de motilidade que pode causar sintomas como desconforto abdominal, diarreia, cólica, prisão de ventre e aumento dos movimentos intestinais. O diagnóstico é baseado em exame clínico com análise sintomática, além de realização de colonoscopia para visualização direta do intestino.

A incidência dessa síndrome na atualidade é bastante alta e gira em torno de 15% em adultos. A prevalência é até 3 vezes maior em mulheres, mas não se sabe o motivo específico para que isso aconteça.

Colite ulcerativa

A colite ulcerativa é uma doença intestinal crônica, de origem inflamatória. Ela provoca inflamação no trato digestivo e geralmente ocorre somente na mucosa interna do cólon e do reto.

A intensidade pode variar de leve a grave, mas mesmo os casos mais leves devem ser acompanhados com atenção, pois a doença é um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de cólon.

Os sintomas da colite ulcerativa incluem sangramento, diarreia sanguinolenta, dor no reto e cólicas abdominais. O tratamento normalmente é fármaco e cirúrgico. É preciso passar pelo médico de confiança e fazer uma avaliação detalhada para definir a melhor abordagem terapêutica.

Câncer de cólon

O câncer de cólon abrange os tumores na porção média do intestino grosso. Essa doença pode atingir homens e mulheres, especialmente a partir dos 50 anos de idade. O desenvolvimento é lento e, para que as chances de cura sejam maiores, é importante que o tumor seja descoberto em estágio inicial.

Os principais fatores de risco são a má alimentação, constipação intestinal, presença de pólipos nas paredes colorretais, histórico familiar, doenças hereditárias e enfermidades inflamatórias, como doença de Crohn e colite ulcerativa.

Alguns sinais de alerta que merecem atenção são os seguintes: mudança nos hábitos intestinais, diarreia ou prisão de ventre recorrentemente, sangue nas fezes, gases, afinamento das fezes, evacuações dolorosas, desconforto gástrico, perda de peso e cansaço.

 
Quer saber mais sobre as doenças de cólon? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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Como funciona a cirurgia para retirada do cólon?

Como funciona a cirurgia para retirada do cólon?

A cirurgia para retirada do cólon, também chamada de colectomia, é feita quando há necessidade de tratar doenças específicas ou quadros emergenciais.

Neste artigo, falaremos um pouco sobre os tipos de cirurgia existentes, seus desdobramentos e também sobre as doenças que costumam exigir que seja feita a colectomia. Confira.

Tipos de colectomia

É possível fazer a cirurgia de forma total ou parcial, por via laparoscópica ou através da intervenção tradicional (também chamada de convencional).

Colectomia total

Consideramos colectomia total a cirurgia que consiste na ressecção de todo o cólon. Ela tem sido utilizada como tratamento e para a prevenção de uma série de doenças, como:

  • Colite ulcerativa: enfermidade inflamatória intestinal crônica, de caráter não contagioso, é caracterizada pela inflamação e por ulcerações no cólon e reto. É responsável por quadros de hemorragia, febre intensa, cólicas, perda de peso e dores;
  • Polipose adenomatosa familiar: doença hereditária que faz com que haja o desenvolvimento de pólipos pré-cancerosos no reto e em áreas próximas, como o intestino grosso. Tais pólipos costumam aparecer durante a infância, mas podem atingir adolescentes e jovens adultos;
  • Câncer: o câncer colorretal é tratável, desde que detectado precocemente. Indícios de câncer na região do cólon estão no surgimento de pólipos intestinais;
  • Hemorragia digestiva baixa: pode ser causada por uma série de fatores, como constipação intestinal frequência, câncer, hemorróidas, traumas no reto. Se não tratada, pode causar perda de sangue significativa e até mesmo levar à morte.  

Colectomia parcial (ou subtotal)

É uma boa solução para o tratamento de doenças inflamatórias intestinais severas, como:

  • Doença de Crohn: doença sem cura, causa dores no abdômen, diarreia intensa e frequente, perda de peso, anemia, problemas alimentares, cólicas e cansaço. É um fator de risco para o desenvolvimento de câncer colorretal, então deve ser acompanhada de perto por um médico responsável durante toda a vida do paciente;
  • Doença de Hodgkin do sigmoide: é uma doença rara, mas pode acometer a região do sigmoide, localizada no intestino grosso. Promove perda de peso, dores localizadas no abdômen, alteração da frequência intestinal e o surgimento de tumores abdominais.

Pode também ser utilizada em casos de colite ulcerativa.

Como é feita a cirurgia de retirada do cólon?

Varia de acordo com o método utilizado, claro. No procedimento convencional, é feita uma incisão e posterior retirada da área afetada.

A cirurgia por laparoscopia utiliza pequenas câmeras, introduzidas em incisões de tamanho diminuto, para verificar a região abdominal e as partes próximas. 

Ambas as opções são feitas com anestesia geral e são bastante seguras, desde que o paciente seja avaliado previamente e siga as instruções do cirurgião.

É natural que, antes da cirurgia, o paciente precise utilizar medicamentos laxativos e suspender a alimentação ou a ingestão de água. Se isto não for possível, dada a gravidade da situação, a cirurgia pode ser feita sem o devido preparo.

O tempo de pós-operatório pode variar de acordo com o estado de saúde do paciente, com a sua idade e recuperação. O retorno às atividades cotidianas costuma levar algumas semanas.

Em geral, não há muitas complicações após a retirada do cólon, se feita de forma responsável. Alguns pacientes relatam sudorese, ânsias de vômito, fadiga e dores localizadas, além de diarreia. Tudo isso tende a se estabilizar dentro de alguns dias.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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As principais doenças do cólon e seus tratamentos

As principais doenças do cólon e seus tratamentos

O intestino grosso, também chamado de cólon, é a região onde acontece a maioria dos casos de câncer desse órgão, uma das várias doenças que se manifestam nessa área. Ele é responsável, entre outras funções, pelo processo de absorção de água. Neste artigo, contamos quais são as principais doenças que podem comprometer essa parte tão importante do corpo. Confira!

Câncer colorretal

Trata-se do terceiro tumor mais frequente entre os homens, logo após o câncer de próstata e de pulmão, e o segundo mais incidente nas mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama. O tratamento dependerá de uma série de fatores como condições clínicas do paciente e características da neoplasia.

Doenças inflamatórias intestinais (DII)

Doença de Crohn e retocolite ulcerativa são as doenças inflamatórias intestinais mais comuns. Elas são desencadeadas por mecanismos que envolvem interações genéticas e relacionadas ao estilo de vida. Crônicas, elas não têm cura e requerem uso contínuo de medicamentos e, às vezes, intervenções cirúrgicas precisam ser consideradas. O acompanhamento multidisciplinar é essencial, isso porque esses dois problemas podem repercutir em regiões como o útero, por exemplo.

Diverticulite

O trato gastrointestinal, principalmente o cólon, pode desenvolver “bolsinhas” que armazenam pequenas quantidades de fezes. Quando essas saliências se inflamam, o quadro recebe o nome de diverticulite. Os sintomas incluem dor abdominal inferior no lado esquerdo, sensibilidade e febre. Em casos leves, resolve-se com alterações na dieta e uso de medicamentos. Já em quadros avançados, opta-se por cirurgia.

Síndrome do intestino irritável (SII)

Quem sofre com essa síndrome não apresenta alterações anatômicas, contudo, fatores emocionais, dietéticos, farmacológicos e/ou hormonais podem precipitar ou agravar sintomas gastrointestinais como dor abdominal, inchaço, diarreia e constipação. O paciente com SII precisa atentar à alimentação, evitando alimentos “vilões”, cuidar da saúde mental e, se necessário, lançar mão de medicamentos para atenuar os desconfortos.

Cuide de seu intestino

É vasta a literatura científica que relaciona o papel estratégico do intestino na manutenção da vida humana. Os cientistas já deram, inclusive, um nome novo para ele, o “segundo cérebro”, tamanha a sua importância. Todas as doenças citadas podem ser explicadas do ponto de vista genético, contudo, sabe-se que o estilo de vida impõe-se como elemento dominante. E, nesse aspecto, é preciso salientar o quanto o nosso microbioma (conjunto de micro-organismos que residem dentro de nós) vem sofrendo alterações. Se você quer passar longe desses problemas, sempre que perceber sinais que indicam problemas no cólon, busque ajuda médica, submeta-se a exames periódicos e siga à risca a tríade alimentação balanceada, nutritiva e anti-inflamatória, sono de qualidade e prática regular de atividade física. Outro ponto importantíssimo é o abuso de medicamentos, principalmente antibióticos, e de bebidas alcoólicas, que deve ser combatido veementemente. O cigarro, como se pode imaginar, também integra a lista de vilões do intestino. Fique de olho, portanto. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!
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