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Diabetes: como a cirurgia bariátrica atua no controle da doença?

Diabetes: como a cirurgia bariátrica atua no controle da doença?

A cirurgia bariátrica vem sendo apontada como um procedimento auxiliar no controle e melhora de comorbidades associadas à obesidade, como a diabetes e a hipertensão.

Comorbidades são doenças que estão associadas a uma outra patologia. A diabetes tipo 2 é uma comorbidade associada à obesidade. Ou seja, doença que pode surgir quando uma pessoa ganha um grande volume de peso, por exemplo.

A cirurgia bariátrica não representa a cura nem para a obesidade, nem para a diabetes. No entanto, este procedimento de redução de estômago permite que o paciente perca uma grande quantidade de massa corporal, equilibrando, assim, seus os níveis de açúcar no sangue.

Entenda melhor, no post de hoje, como isso acontece!

Como a bariátrica pode controlar a diabetes?

Na maioria dos casos de diabetes tipo 2, a baixa produção de insulina, hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue, é consequência da obesidade. Isso acontece porque o excesso de gordura abdominal cria uma resistência à ação da insulina.

Por isso, quando há a perda de peso, consequentemente há também um reequilíbrio dos níveis desse hormônio, além da redução da glicose na corrente sanguínea.

A perda de peso se dá, pois quando uma pessoa realiza a cirurgia bariátrica, há no estômago uma redução da grelina, hormônio que estimula a fome e a saciedade. Com isso, a fome também diminui e o emagrecimento é mais rápido, contribuindo para o controle da diabetes.

Além disso, o estômago reduzido pela cirurgia não consegue digerir o alimento, que acaba chegando praticamente intacto e mais rápido ao intestino. A chegada mais rápida promove uma liberação de diversos hormônios, entre eles o GLP1. Esse hormônio age sobre o pâncreas, que passa a produzir mais insulina.

Com mais insulina, o corpo consegue colocar mais açúcar para dentro das células. Com isso, o açúcar no sangue diminui. Além disso, quando a pessoa emagrece, diminuem também as substâncias inflamatórias, que bloqueiam a ação da insulina na célula. Assim, a insulina age melhor.

Todo diabético pode fazer bariátrica?

Na verdade, nem todas as pessoas que têm diabetes podem fazer a cirurgia bariátrica. O procedimento só pode ser realizado em pacientes com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 40. No entanto, quando a pessoa tem diabetes, a cirurgia pode ser realizada em casos de IMC entre 35 e 40.

Antes de se submeter ao procedimento, o paciente precisa passar por uma avaliação multidisciplinar, com um corpo médico formado por endocrinologista, nutricionista, psiquiatra e psicólogo.

É importante ressaltar que, se o paciente não mantiver uma rotina saudável após a bariátrica, ele pode voltar a ganhar peso, prejudicando assim o controle da diabetes.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

Posted by Dr. Felipe Malafaia in Todos
Diabetes: quando a cirurgia é necessária?

Diabetes: quando a cirurgia é necessária?

Síndrome metabólica de várias origens, a diabetes se caracteriza pela falta de insulina e aumento da glicose no sangue. O problema é diretamente ligado ao pâncreas, que produz insulina e que começa a apresentar algum tipo de disfunção. A insulina é muito importante para reduzir a glicemia, que permite que o açúcar no sangue possa ser utilizado como energia para as células. Na sua ausência, esse processo começa a acontecer com menor frequência.

A diabetes se divide em tipo 1, pré-diabetes, diabete tipo 2 e diabete gestacional. O tipo 1 acontece quando há um problema nos anticorpos, que começam a atacar as células que produzem a insulina. A pré-diabetes é a indicação de que há possibilidade grande de se desenvolver a doença e pode ser precavida com tratamento. Já a tipo 2, a mais comum e que abrange 90% dos pacientes, surge com a diminuição da secreção da insulina e sua incapacidade de ação no organismo. Sem o tratamento adequado pode se agravar e levar até mesmo a morte.

A polêmica cirurgia contra a diabetes 2

O ex-jogador e senador Romário e o apresentador Faustão realizaram uma controversa cirurgia contra a diabetes 2. Ela foi desenvolvida por um médico goiano e está ainda em caráter experimental, sem a aprovação do Conselho Federal de Medicina. Porém, ela pode ser realizada baseada como pesquisa.

É muito semelhante à cirurgia bariátrica e a diferença entre elas é onde é recolocado o íleo, ou seja, o fim do intestino delgado. Seu procedimento para combater a diabetes é aumentar a produção de hormônios da saciedade e inibir a ingestão excessiva de alimentos.

Para cirurgias bariátricas é preciso que o paciente possua obesidade mórbida, com Índice de Massa Corporal acima de 40. Nos casos de obesidades que já apresentam diabetes e outras doenças como hipertensão, ela pode ser realizada com IMC de 35. Porém, pacientes com diabetes 2 que não conseguem ser mais controladas com medicamentos, podem ser expostas ao procedimento cirúrgico tendo IMC de 30.

No caso do jogador, a polêmica é exatamente sobre o seu IMC e não pelo procedimento cirúrgico em si. Ele apresenta um índice de 28, caracterizado como sobrepeso, ou seja, sem o perfil para realizar a cirurgia.

Os benefícios para quem realiza o procedimento cirúrgico

A diabetes 2 acontece quando o organismo se torna incapaz de usar adequadamente a insulina que vem produzindo. Pode também surgir quando a sua produção não é suficiente para controlar a glicemia.

O sedentarismo é uma das principais causas do surgimento da diabetes 2, incluindo a obesidade, a falta de qualidade na alimentação e predisposição genética

Estudos recentes vêm afirmando que um procedimento cirúrgico para a diabetes pode ser muito mais eficiente do que um tratamento convencional de remédios orais e insulina. Mas é preciso que ele possua as condições mínimas. Mesmo sendo mais radical e invasiva, a queda média de níveis de glicose no sangue de quem já realizou o procedimento, comprova sua eficiência quando comparado a qualquer outro tratamento padrão.

Inclusive, a maior parte dos pacientes que realizam uma cirurgia para controlar a diabetes não utiliza medicação para controlar a doença. Essa independência se torna possível também quando há uma alimentação controlada e sem excessos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro.

Posted by Dr. Felipe Malafaia in Todos