Doenças cardíacas

Doenças cardíacas e obesidade: entenda a relação

Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), as doenças cardíacas são a principal causa de morte no mundo. A mesma instituição também avaliou que o número de crianças e adolescentes com obesidade aumentou dez vezes nas últimas quatro décadas.

Apesar de serem condições distintas, elas estão diretamente conectadas. Você entende a relação entre esses dois quadros? Caso não, recomendamos a leitura deste post. A seguir, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre o tema.

O que são as doenças cardíacas?

O termo doenças cardíacas é utilizado para designar toda condição patológica que afeta o coração e/ou os vasos sanguíneos. Neste sentido, a nomenclatura diz respeito aos seguintes grupos de patologias:

  • doença coronariana: acomete os vasos sanguíneos que irrigam o músculo cardíaco;
  • trombose venosa profunda e embolia pulmonar: coágulos sanguíneos que podem se mover para o coração e pulmões;
  • doença cerebrovascular: afeta os vasos que abastecem o cérebro;
  • doença arterial periférica: acomete os vasos sanguíneos que irrigam os membros superiores e inferiores;
  • cardiopatia congênita: malformações na estrutura do coração presentes desde o nascimento;
  • doença cardíaca reumática: danos no músculo e válvulas do coração em consequência da febre reumática.

Ainda, o desenvolvimento de grande parte dessas condições está relacionado com a presença de fatores de risco, sendo a hipertensão arterial o mais comum deles. Porém, o tabagismo, má alimentação, sedentarismo, alcoolismo, diabetes, hiperlipidemia e a obesidade também favorecem a ocorrência dessas doenças.

A obesidade como fator de risco

A obesidade e o sobrepeso são importantes fatores de risco para diversos quadros crônicos, como, por exemplo, câncer, diabetes e doenças cardíacas. Neste último caso, a relação é explicada por uma condição chamada de aterosclerose.

Ainda, essa doença ocorre em função do aumento da taxa de colesterol no sangue, levando ao acúmulo de placas de gordura nas artérias. Em consequência disso, esses vasos se tornam mais rígidos e estreitos, reduzindo o fornecimento de sangue para os órgãos do corpo.

Ademais, a aterosclerose também provoca a contínua morte das células, iniciando uma reação inflamatória que pode resultar em rompimento dos vasos. Com isso, formam-se coágulos que podem obstruir as artérias que irrigam o coração, ocasionando o infarto do miocárdio.

Outrossim, o excesso de gordura abdominal promove profundas alterações no organismo. Isso porque o acúmulo de tecido adiposo em torno dos órgãos da cavidade abdominal também afeta o desempenho do coração.

Neste sentido, valores acima de 88cm, para as mulheres, e de 102cm, para os homens, são considerados como fatores de risco para níveis altos de triglicerídeos, resistência a ação da insulina, elevação das taxas de glicemia e redução no nível de bom colesterol (LDL).

Enfim, como você pode perceber, a obesidade é uma doença grave e que pode ocasionar em quadros clínicos ainda mais perigosos, como as doenças cardíacas e o diabetes. Então, para evitar essas condições, adote um estilo de vida saudável e controle o peso corporal.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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