cólon

Como funciona a cirurgia para retirada do cólon?

A cirurgia para retirada do cólon, também chamada de colectomia, é feita quando há necessidade de tratar doenças específicas ou quadros emergenciais.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

Neste artigo, falaremos um pouco sobre os tipos de cirurgia existentes, seus desdobramentos e também sobre as doenças que costumam exigir que seja feita a colectomia. Confira.

Tipos de colectomia

É possível fazer a cirurgia de forma total ou parcial, por via laparoscópica ou através da intervenção tradicional (também chamada de convencional).

Colectomia total

Consideramos colectomia total a cirurgia que consiste na ressecção de todo o cólon. Ela tem sido utilizada como tratamento e para a prevenção de uma série de doenças, como:

  • Colite ulcerativa: enfermidade inflamatória intestinal crônica, de caráter não contagioso, é caracterizada pela inflamação e por ulcerações no cólon e reto. É responsável por quadros de hemorragia, febre intensa, cólicas, perda de peso e dores;
  • Polipose adenomatosa familiar: doença hereditária que faz com que haja o desenvolvimento de pólipos pré-cancerosos no reto e em áreas próximas, como o intestino grosso. Tais pólipos costumam aparecer durante a infância, mas podem atingir adolescentes e jovens adultos;
  • Câncer: o câncer colorretal é tratável, desde que detectado precocemente. Indícios de câncer na região do cólon estão no surgimento de pólipos intestinais;
  • Hemorragia digestiva baixa: pode ser causada por uma série de fatores, como constipação intestinal frequência, câncer, hemorróidas, traumas no reto. Se não tratada, pode causar perda de sangue significativa e até mesmo levar à morte.  

Colectomia parcial (ou subtotal)

É uma boa solução para o tratamento de doenças inflamatórias intestinais severas, como:

  • Doença de Crohn: doença sem cura, causa dores no abdômen, diarreia intensa e frequente, perda de peso, anemia, problemas alimentares, cólicas e cansaço. É um fator de risco para o desenvolvimento de câncer colorretal, então deve ser acompanhada de perto por um médico responsável durante toda a vida do paciente;
  • Doença de Hodgkin do sigmoide: é uma doença rara, mas pode acometer a região do sigmoide, localizada no intestino grosso. Promove perda de peso, dores localizadas no abdômen, alteração da frequência intestinal e o surgimento de tumores abdominais.

Pode também ser utilizada em casos de colite ulcerativa.

Como é feita a cirurgia de retirada do cólon?

Varia de acordo com o método utilizado, claro. No procedimento convencional, é feita uma incisão e posterior retirada da área afetada.

A cirurgia por laparoscopia utiliza pequenas câmeras, introduzidas em incisões de tamanho diminuto, para verificar a região abdominal e as partes próximas. 

Ambas as opções são feitas com anestesia geral e são bastante seguras, desde que o paciente seja avaliado previamente e siga as instruções do cirurgião.

É natural que, antes da cirurgia, o paciente precise utilizar medicamentos laxativos e suspender a alimentação ou a ingestão de água. Se isto não for possível, dada a gravidade da situação, a cirurgia pode ser feita sem o devido preparo.

O tempo de pós-operatório pode variar de acordo com o estado de saúde do paciente, com a sua idade e recuperação. O retorno às atividades cotidianas costuma levar algumas semanas.

Em geral, não há muitas complicações após a retirada do cólon, se feita de forma responsável. Alguns pacientes relatam sudorese, ânsias de vômito, fadiga e dores localizadas, além de diarreia. Tudo isso tende a se estabilizar dentro de alguns dias.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

O que deseja encontrar?

Compartilhe