síndrome de dumping

Síndrome de Dumping: causas, sintomas e tratamentos

A síndrome de dumping é caracterizada por uma condição médica na qual o estômago promove o esvaziamento do conteúdo na primeira seção do intestino delgado mais rápido do que normalmente aconteceria. Essa síndrome também é conhecida como esvaziamento gástrico rápido.

A seguir, você poderá acompanhar quais são as causas, sintomas e considerações importantes sobre a síndrome de dumping. Confira!

Quais são as causas?

É interessante observar que a síndrome de dumping precoce e tardia podem ter suas causas diferentes.

Na precoce, grandes quantidades de comida passam rapidamente para o duodeno (intestino delgado), sendo um processo anormal, uma vez que a comida deveria gastar horas para fazer esse caminho e não alguns minutos.

Quando isso acontece, os fluidos do estômago “escorrem” para o intestino delgado. Esse fluido é composto de uma mistura de alimentos e bebidas parcialmente digeridos com o ácido estomacal. Com esse fluido extra, o indivíduo pode apresentar diarreia e inchaço.

Na síndrome de dumping tardia, a principal causa é o aumento de amidos e açúcares no intestino. A quantidade extra de açúcar faz com que seus níveis no sangue subam. Como consequência, o pâncreas libera a insulina com o objetivo de mover o açúcar do sangue para as células.

Mas como o organismo passa a ter uma quantidade extra de insulina, a açúcar no sangue acaba caindo muito, dando início a um quadro de hipoglicemia.

Quais são os principais sintomas?

A manifestação dos sintomas vai depender’ do tipo de síndrome de dumping que a pessoa tem.

Se a condição envolver a síndrome precoce, os sinais e sintomas surgem em torno de 30 minutos após a refeição ter sido feita. Nesse caso, alguns dos sintomas mais comuns são:

  • suores frios;
  • tontura;
  • fraqueza;
  • sensação de inchaço;
  • cólicas abdominais;
  • diarreia, vômito e náusea.

Na síndrome de dumping tardia os sintomas começam a aparecer entre 2 e 3 horas após a refeição. Aqui, os eles podem envolver:

  • batimentos cardíacos acelerados ou irregulares;
  • fraqueza;
  • suores frios;
  • episódios de tontura;
  • hipoglicemia — baixo nível de açúcar no sangue.

Como o tratamento é feito?

A principal linha de ação para o tratamento dessa condição passa por mudanças na dieta com o intuito de minimizar os sintomas ou evitar que eles surjam. Dentre as alterações que podem ser feitas temos:

  • aumentar a quantidade de refeições por dia — entre 5 e 6, sendo que apenas o número de refeições aumenta, não a quantidade de comida;
  • ingerir mais fibras e proteínas;
  • agentes espessantes na comida para torná-la menos aguada.

Além da mudança de alguns hábitos, o médico pode indicar o uso de determinados tipos de  medicamentos.

Alguns podem ser usados diariamente, enquanto que outros podem ser usados de mês em mês, por meio da aplicação de uma injeção com duração prolongada.

Também existem medicamentos muito úteis na prevenção da síndrome de dumping tardia, eles atuam promovendo a diminuição da taxa de absorção de carboidratos pelo corpo.

Por fim, caso a síndrome de dumping tenha origem em um histórico de cirurgia gástrica, e os tratamentos não surtirem efeitos positivos, o especialista poderá indicar a realização de uma cirurgia adicional. Entretanto, tudo depende das condições do paciente e das cirurgias feitas anteriormente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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