cirurgia bariátrica

5 cuidados após a cirurgia bariátrica

5 cuidados após a cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica, também chamada de gastroplastia, redução de estômago ou cirurgia de obesidade, é um procedimento cirúrgico voltado para a diminuição do peso e gordura em pessoas com o Índice de Massa Corpórea (IMC) muito alto.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, esse tipo de operação é indicada para pacientes com IMC acima de 35 Kg/m² e que tenham comorbidades associadas, como problemas hepáticos, cardíacos, articulares, etc.

 A bariátrica também é recomendada para quem apresenta IMC superior a 40 Kg/m² e não tenha obtido êxito na diminuição de peso em dois anos de tratamento clínico, incluindo exercícios, dieta e uso de medicação.

A cirurgia bariátrica pode ser realizada a partir de diferentes técnicas e os resultados costumam ser bastante satisfatórios na maioria dos casos, entretanto, para que os resultados sejam realmente positivos, é necessário adotar alguns cuidados depois do procedimento. Leia o artigo completo e descubra quais são os cuidados recomendados para reduzir o risco de complicações e efeitos colaterais.

Pós-operatório imediato

Nos primeiros dias pós-cirurgia bariátrica é importante conciliar a hidratação com a nutrição adequada. As porções devem ser pequenas e leves. Inicialmente, a alimentação é exclusivamente líquida.

Após  dias, a dieta passa a ser pastosa, depois branda, até que o paciente operado seja liberado para introduzir os alimentos sólidos. De modo geral, o período de adaptação dura de 30 a 45 dias.

Repouso nas primeiras semanas

De 6 a 8 semanas depois da cirurgia, o ideal é que o paciente não faça grandes esforços físicos, como levantar peso, por exemplo. Entretanto, isso não significa que ele não deva se movimentar. Pelo contrário! É preciso caminhar para evitar problemas como a trombose.

Correções estéticas

Quem perde muito peso costuma ficar com excesso de pele sobrando. Isso não causa grandes riscos à saúde, porém, compromete a estética e autoestima. A boa notícia é que, se houver indicação, o paciente pode se submeter a uma cirurgia plástica posteriormente.

Manutenção das emoções em ordem

O suporte psicológico é necessário antes e depois da cirurgia. Apesar do emagrecimento proporcionar maior qualidade de vida, nem sempre é fácil lidar com tantas mudanças. Diante disso, é essencial manter o emocional em ordem para alinhar expectativas, aceitar as transformações físicas e psicológicas, estabelecer uma relação saudável com os alimentos e, até mesmo, evitar o reganho de peso.

Cuidados vitalícios

Os pacientes que se submetem à cirurgia bariátrica devem fazer acompanhamento nutricional para o resto da vida, a fim de manter uma dieta adequada em termos quantitativos e qualitativos.

Toda cirurgia bariátrica pode resultar em desdobramentos nutricionais nocivos, como deficiência de vitamina D, anemia por falta de ferro, ácido fólico ou vitamina B12 e, até mesmo, desnutrição. Justamente por isso, os pacientes precisam contar com o auxílio do nutricionista para  fazer as devidas reposições vitamínicas.

Quer saber mais sobre cirurgia bariátrica? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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4 dicas para se preparar para a cirurgia bariátrica

4 dicas para se preparar para a cirurgia bariátrica

De acordo com a SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica), o Brasil é o segundo país no mundo que mais realiza cirurgias bariátricas, sendo cerca de 80 mil procedimentos executados por ano.

Este número alto pode ser explicado pelos reconhecidos benefícios produzidos por esse tipo de tratamento. Contudo, é importante estar preparado para realizar a gastroplastia. Por isso, elaboramos este post com ótimas dicas para que você esteja pronto para o grande dia.

Mas, você sabe o que é a cirurgia bariátrica?

Trata-se de uma intervenção cirúrgica para reduzir o tamanho do estômago e, consequentemente, promover a perda de peso do paciente. Este tratamento é indicado para pessoas com obesidade mórbida ou com doenças causadas pelo excesso de gordura corporal.

Ainda, antes de conhecer as dicas para o pré-operatório, saiba os requisitos para ser considerado apto a realizar a cirurgia bariátrica: 

  • índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40;
  • se o IMC for entre 35 e 40, precisa ter o histórico de duas complicações de saúde;
  • idade mínima de 18 e máxima de 65 anos;
  • menores de 16 anos somente em casos de síndrome genética ou por recomendação da equipe médica e com autorização do responsável legal. 
  • acima de 65 anos apenas com a avaliação do risco cirúrgico, a presença de comorbidades, expectativa de vida e quais os benefícios que o emagrecimento trará;
  • ter o mesmo IMC e as comorbidades de alto risco há, no mínimo, dois anos;
  • realização de outros tratamentos convencionais que não apresentaram resultados;
  • insucesso ou recidiva do aumento de peso.

Dicas de preparo antes da cirurgia

Em razão do alto grau de complexidade que envolve a gastroplastia, o paciente precisa receber e seguir todas as orientações médicas necessárias. Assim, ele já estará ciente dos desafios a cumprir tanto no pré quanto no pós-operatório.

Ainda, a redução do estômago significa que ele não irá comportar mais a mesma quantidade de alimentos de antes. Por isso, a reeducação alimentar e a mudança de pensamento são imprescindíveis. A seguir, conheça as principais dicas de preparação para a cirurgia bariátrica.

1) Escolha um cirurgião qualificado e recomendado

A primeira e talvez mais importante etapa do pré-operatório. Afinal, o cirurgião será o profissional que não só realizará o procedimento como também irá acompanhar o paciente por um longo período.

Assim, acesse o site da SBCBM e/ou do Conselho Federal de Medicina (CFM) e procure os cirurgiões mais indicados no seu Estado e cidade. Ademais, busque informações sobre o histórico e a experiência do profissional.

2) Mantenha uma boa saúde bucal

Apesar de parecer estranho, a manutenção da saúde bucal está diretamente ligada a conquista de bons resultados da gastroplastia. Isso porque a mastigação será muito exigida após o procedimento.

Assim, procure um profissional de saúde bucal para avaliar a sua condição. Dessa forma, você evita doenças gengivais, cáries, focos de infecção, próteses mal adaptadas e outros problemas que poderão impedir de mastigar corretamente.

3) Mude o seu estilo de vida

A cirurgia de redução do estômago é apenas uma parte do processo do tratamento da obesidade. Isso porque a doença está associada aos hábitos do indivíduo. Então, para evitar complicações cirúrgicas e obter os melhores resultados, siga as seguintes dicas:

  • evitar ou reduzir o fumo por cerca de 30 dias antes do procedimento;
  • evitar o consumo de café ou álcool nos dias que antecedem a cirurgia;
  • realização de caminhadas ou atividades que favoreçam o preparo físico, a circulação e facilitem a respiração;
  • manter as dobras da pele e umbigo higienizados para evitar a presença de fungos.

4) Prepare-se para a dieta pré-operatória

Antes da cirurgia, o paciente recebe a orientação nutricional para a perda de peso. Para isso, é prescrita uma dieta pré-operatória que irá determinar a redução no consumo de calorias sem a ausência dos nutrientes necessários.

Entre as recomendações mais comuns está a preferência pela versão light dos produtos, a substituição do açúcar por adoçantes específicos, cortar o consumo de bebidas alcoólicas, embutidos, fast food e industrializados.

Apesar de serem poucas, seguindo essas dicas você já está preparando o seu organismo para uma nova etapa da vida que se iniciará após a cirurgia bariátrica.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

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7 perguntas frequentes sobre cirurgia bariátrica

7 perguntas frequentes sobre cirurgia bariátrica

Com a evolução tecnológica da medicina, diversos tratamentos foram beneficiados com novas técnicas e recursos, como no caso da obesidade. Atualmente, a cirurgia bariátrica é a alternativa mais eficiente para tratar pacientes com obesidade mórbida.

Contudo, em razão da complexidade do procedimento, ainda existem muitas dúvidas sobre ela. Para ajudar você a encontrar a resposta para suas perguntas, preparamos este post.

1) Após a cirurgia bariátrica, quando retornarei ao trabalho?

Na maioria dos casos, os pacientes recebem a alta hospitalar após duas semanas de internação, Porém, isso não significa que deve retornar imediatamente a sua rotina normal, pois é necessário que este recomeço seja feito de forma gradual.

2) Posso praticar exercícios após a gastroplastia?

Pode! Na verdade, o corpo já precisa ser movimentado ainda no período de internação, mesmo que com curtas caminhadas. Depois de receber a alta, as atividades físicas são liberadas, desde que feitas com moderação e sem exercícios de alto impacto.

Ainda, é o seu cirurgião que dará as instruções do pós-operatório. Normalmente, você está liberado para a prática de exercícios leves e sem levantamentos de peso.

3) Após o procedimento, vou precisar tomar medicamentos?

Sim. Em alguns casos, meses após a operação, os pacientes desenvolvem o quadro de deficiência de vitamina B12. Por isso, a suplementação vitamínica e a reposição de ferro são obrigatórias para quem se submeter à cirurgia bariátrica.

4) É possível voltar a engordar depois da cirurgia?

É possível, pois a gastroplastia não impede que o paciente retorne aos maus hábitos alimentares. No pré e no pós-operatório, a equipe médica dá diversas orientações e, dentre elas, está a manutenção de uma alimentação saudável e a prática de exercícios.

Quando estes hábitos são abandonados, é perfeitamente possível que o paciente volte a engordar. Contudo, é normal que, mesmo seguindo as orientações médicas, haja uma recuperação de até 10% do peso final atingido.

5) Quem tem diabetes tipo 2 tem maior risco de complicações?

Infelizmente sim. Porém, o seu caso será avaliado pela equipe médica e, se estiver apto ao procedimento, basta seguir as orientações dos profissionais para evitar problemas. Geralmente, pacientes diabéticos percebem grande melhoria e até a remissão da doença

6) A perda de cabelo é um efeito colateral da gastroplastia?

Na maioria dos casos, é comum que haja uma leve perda de cabelo entre os seis primeiros meses após a cirurgia. Este efeito colateral ocorre mesmo que você faça corretamente a suplementação.

Ainda não há uma explicação para essa condição, mas essa perda é temporária. Além disso, com a ingestão dos nutrientes necessários, o cabelo voltará a crescer após alguns meses.

7) Preciso fazer dieta antes da cirurgia?

Sim. Geralmente, o paciente precisa seguir uma dieta especial antes de realizar a cirurgia bariátrica. A razão para tal está na necessidade em reduzir o tamanho do fígado e diminuir a presença de gordura no abdômen, o que torna o procedimento mais seguro

Pronto! Provavelmente, você encontrou a resposta para suas dúvidas ao ler este post. Não se preocupe, esses questionamentos são muito comuns entre as pessoas que pretendem se submeter à cirurgia bariátrica..

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4 técnicas de cirurgia bariátrica

4 técnicas de cirurgia bariátrica

Primeiramente, é importante ressaltar que quando o assunto é uma cirurgia bariátrica a definição e a escolha do melhor método é sempre do médico e não do paciente. É claro que todas as alternativas disponíveis para o paciente serão discutidas com ele, mas precisamos considerar que é o médico quem avalia qual o melhor procedimento.

Além disso, há uma série de fatores que precisam ser observados e que possuem uma relação direta com a eficácia da técnica escolhida, por exemplo, um paciente que necessita perder uma grande quantidade de peso, provavelmente deverá ser submetido a uma cirurgia bariátrica mais invasiva.

Sabendo disso, vejamos, a seguir, algumas das principais opções de cirurgia bariátrica. Acompanhe!

Tipos de cirurgia bariátrica

1. Banda gástrica

O procedimento que faz uso da banda gástrica, consiste em um pequeno dispositivo que ficará situado na parte inicial do estômago. Ele fica conectado a um tipo de reservatório por meio do qual é possível esvaziar ou apertar o estômago, aumentando ou diminuindo o nível de restrição.

Apesar de ser um pouco invasivo, esse método é reversível, sendo esse um dos fatores positivos. Além disso, é possível fazer os ajustes necessários de forma individual.

2. Sleeve

O Sleeve ou gastrectomia vertical é uma técnica cirúrgica que tem dois pontos importantes: o primeiro, promover a restrição da quantidade de alimento que poderá ser ingerido e, segundo, a retirada de uma parte do estômago, responsável por produzir o hormônio que provoca a sensação de fome.

3. Bypass Gástrico

Geralmente, o Bypass Gástrico consegue promover uma redução em torno de 10% da capacidade total do estômago. Além de restringir a quantidade de comida, essa técnica desvia os alimentos, pulando a primeira parte do intestino, chamada de duodeno.

Com isso, a produção do hormônio grelina (responsável pela sensação de fome) é reduzida enquanto o intestino libera os hormônios responsáveis pela saciedade.

É uma técnica muito interessante, especialmente pelo fato de a perda de peso ocorrer sem episódios de desnutrição e diarreia. Além disso, as doenças que tenham relação com o excesso de peso costumam apresentar uma melhora relativamente rápida.

4. Duodenal Switch

Esse tipo de cirurgia bariátrica consiste na retirada de dois terços do estômago do paciente. O procedimento se assemelha ao Sleeve e é considerado invasiva, por isso, recomenda-se o seu uso para as situações em que é preciso perder muito peso.

Dadas as particularidades desse modelo de cirurgia ela permite que o indivíduo que foi submetido a ela possa consumir uma considerável quantidade de proteínas, especialmente por meio da ingestão de carne.

Observações importantes sobre a cirurgia bariátrica

Analisando pelo lado nutricional, as pessoas que passaram por algum tipo de cirurgia bariátrica precisam fazer um acompanhamento pelo resto de suas vidas.

O objetivo é que o indivíduo não somente receba (e siga) as orientações para a criação de sua dieta, mas também que seja monitorado com relação ao surgimento de possíveis condições relacionadas ao quadro de obesidade ou ao procedimento cirúrgico propriamente dito.

Por fim, é importante saber que o sucesso da cirurgia bariátrica depende muito das medidas adotadas pelo paciente após ser submetido ao procedimento, principalmente, porque todo o processo envolve a adoção de um novo estilo de vida.

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Gravidez x cirurgia bariátrica: existe risco?

Gravidez x cirurgia bariátrica: existe risco?

A cirurgia bariátrica para o tratamento da obesidade em mulheres, geralmente, é realizada durante a idade fértil. 

Um dos fatores relacionados à obesidade é que, muitas vezes, as mulheres que sofrem com o excesso de peso têm sérios problemas hormonais que impedem a regularização dos ciclos menstruais. Consequentemente, engravidar representa uma enorme dificuldade. 

Após o procedimento, as mudanças metabólicas provenientes da cirurgia alteram a produção hormonal. Daí, a regularização da ovulação e o aumento da fertilidade favorecem a possibilidade de engravidar.

Entretanto, a gravidez pode representar um risco tanto durante o estado de obesidade, quanto no momento do pós-operatório. Entenda.

Riscos da gravidez durante o estado de obesidade

Em mulheres obesas há diversas disfunções ginecológicas, como já mencionado anteriormente. Nesses casos, quando a gestação é possível, é verificado maior risco de partos prematuros, diabetes gestacional, hipertensão arterial relacionada à gestação, pré-eclâmpsia, bebês demasiadamente grandes e com muito mais gordura corporal, hemorragias durante cesarianas, infecções de feridas cirúrgicas e complicações anestésicas.

Pela própria natureza prejudicial do excesso de peso, alguns problemas como diabetes e hipertensão já podem fazer parte do quadro de saúde da mulher, antes mesmo da concepção. Embora esses riscos possam aparecer em mulheres saudáveis também, é recomendado um acompanhamento multidisciplinar antes da gestação para verificar a segurança da mãe e do bebê regularmente e controlar alguma doença preexistente.

Riscos da gravidez após a cirurgia bariátrica

A abordagem cirúrgica muitas vezes é a única solução efetiva para o tratamento da obesidade. Boa parte das técnicas envolvem a redução do volume estomacal com a redução da absorção de nutrientes pelo intestino. Em todos os casos, contudo, a cirurgia bariátrica é um procedimento imensamente invasivo e que exige cuidados e acompanhamento especializado no pós-operatório.

Quando a mulher está planejando engravidar, o mais recomendado é aguardar, pelo menos, 12 a 18 meses após a cirurgia.

O que ocorre é que nesse período há perda de peso acentuada, podendo chegar a 70% do peso total da pessoa. Essa rápida perda ponderal prejudica o desenvolvimento do feto. Além disso, complicações da cirurgia podem ser confundidas com sintomas da gestação, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento adequado.

Durante o pós-operatório, a alimentação sofre alterações significativas, assim como a absorção nutricional. Nesse sentido, outra consequência de uma gravidez nessa fase é que o fornecimento de macronutrientes importantes para a saúde materno-fetal fica deficiente. Assim, a suplementação deve ser orientada antes da concepção, tanto para suprir as necessidades da mãe, quanto do bebê, posteriormente.

Outro ponto importante a se considerar é referente às hipoglicemias, frequentes durante qualquer gravidez. Nas mulheres que se submetem à cirurgia bariátrica, essas baixas de glicose no sangue são mais recorrentes e graves. 

Como se pode ver, o período pós-operatório de uma cirurgia bariátrica é complexo e exige muito do paciente. Da mesma forma, uma gravidez requer cuidados especiais para que a saúde da mãe e do bebê sejam garantidas.

Na fase pós-bariátrica, o melhor é fazer uso de anticoncepcionais e realizar o acompanhamento médico necessário para estabilizar qualquer efeito colateral do procedimento para que a futura gestação seja tranquila e saudável.

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Câncer e cirurgia bariátrica: existe alguma relação?

Câncer e cirurgia bariátrica: existe alguma relação?

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) aponta que o número de cirurgias bariátricas realizadas entre os anos de 2012 e 2017 aumentou quase 47%. Esses números refletem o quanto a obesidade ainda é um problema sério e urgente, principalmente porque está atrelado a outras patologias importantes como, por exemplo, o diabetes e a hipertensão arterial. Neste artigo, vamos entender mais sobre essa relação. Continue a leitura e saiba mais!

Câncer após cirurgia bariátrica: é possível?

Segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) que se dedicam a estudar as cirurgias para tratamento da obesidade há mais de dez anos, a parcela do estômago que fica inutilizada após a cirurgia continua ativa e promove um ambiente propício ao aparecimento de um câncer gástrico. Essa descoberta foi publicada na revista científica Nature e teve como base a avaliação de 20 mulheres que fizeram bypass gástrico (a intervenção mais realizada para obesidade) e exames específicos para a pesquisa antes e depois da cirurgia. Esse achado é importante, porém não deve preocupar quem já fez a operação de redução de estômago ou intimidar quem recebeu orientação médica para realizar o procedimento, uma vez que o tema precisa ser mais investigado. O processo é, sim, considerado seguro e apresenta vários benefícios para aqueles que o fazem.

Obesidade e câncer: uma relação bem mais próxima do que se imagina

Quando os ponteiros da balança disparam, também dispara a chance de o indivíduo desenvolver uma das doenças mais temidas do século, o câncer. Estudo inédito brasileiro, também conduzido por pesquisadores da USP, confirma que o excesso de peso está associado ao aumento do risco de 14 tipos de tumor: mama na pós-menopausa, cólon e reto, útero, vesícula biliar, rim, fígado, ovário, próstata, mieloma múltiplo (células plasmáticas da medula óssea), esôfago, pâncreas, estômago e tireoide.

O que você precisa saber antes da cirurgia

O assunto ainda é rodeado de mitos e verdades, por isso, muitas informações, inclusive as duvidosas, disseminam-se rapidamente. É importante, primeiro, entender que o paciente só é submetido ao procedimento após criteriosa avaliação clínica, laboratorial e psicológica. Sabe-se que, na maioria das pessoas, a operação acarreta benefícios que vão além da perda de peso como, por exemplo, melhora importante ou mesmo remissão do diabetes, controle da pressão arterial, dos lipídios sanguíneos, dos níveis de ácido úrico e alívio de dores articulares. No que diz respeito ao ponto de vista nutricional, indivíduos submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados pelo resto da vida, já que são grandes as possibilidades de quadros de complicações, como anemias por deficiência de ferro, de vitamina B12 e/ou ácido fólico, deficiência de vitamina D e cálcio e, até mesmo, condições severas de desnutrição. Como vimos, por fim, a bariátrica é uma estratégica de tratamento para condições graves de obesidade, doença intimamente relacionada a neoplasias malignas importantes. Fica claro, além disso, que são necessários estudos acerca da chance de aparecimento de câncer após o procedimento. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!
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Quem sofre de doenças coronárias deve fazer cirurgia bariátrica?

Quem sofre de doenças coronárias deve fazer cirurgia bariátrica?

Doenças coronárias são aquelas que prejudicam o fornecimento de sangue para o músculo cardíaco, o que, como se pode imaginar, é muito sério e pode acarretar consequências graves. São causadas pelo acúmulo de gordura dentro das artérias, a temida placa aterosclerótica, uma condição que pode estar aliada ao excesso de peso corporal. Dessa forma, uma questão emerge: pessoas que sofrem com essas doenças devem se submeter à cirurgia bariátrica? Neste artigo, vamos saber mais sobre essas enfermidades que acometem o coração e como a gastroplastia pode ser a solução. Confira!

Obesidade e doenças coronárias

Na lista do Conselho Federal de Medicina (CFM), que aponta as doenças que abrem as portas para uma pessoa com índice de massa corporal (IMC) maior do que 35 kg/m² ser submetida à cirurgia de redução de estômago, consta esse grupo de doenças. Estudo conduzido no HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, acompanhou 100 pacientes hipertensos e com índice de massa corporal entre 30 e 40 kg/m² durante um ano. Constatou-se que 83,7% dos participantes conseguiram controlar a doença após o procedimento. É preciso lembrar que a pressão alta sobrecarrega o coração, podendo causar hipertrofia, dilatação e insuficiência cardíaca. Ao lado do colesterol anormalmente elevado ou da existência de altos níveis de gorduras (lipídios) no sangue, ela favorece o desenvolvimento de doenças coronárias, com risco de infarto agudo do miocárdio (IAM) e morte súbita. Como em toda intervenção cirúrgica, podem ocorrer complicações, por isso, a gastroplastia demanda acompanhamento rigoroso com cirurgiões especialistas.

Sintomas de doenças coronárias

Os principais sintomas que indicam presença de patologias desse gênero são:
  • desconforto ou dor no peito (angina);
  • falta de ar;
  • fadiga extrema durante esforço físico;
  • inchaço de membros inferiores;
  • dor no ombro ou no braço.

Fatores de risco para as doenças do coração

Os homens correm um risco mais alto de desenvolver doenças coronarianas em relação às mulheres. No entanto, o risco aumenta para elas após a menopausa. Os principais fatores de risco são:
  • idade (mais de 45 anos para os homens, e mais de 55 anos para as mulheres);
  • histórico familiar de doença cardíaca;
  • tabagismo;
  • pressão arterial elevada;
  • níveis de colesterol descompassados;
  • diabetes;
  • sobrepeso ou obesidade;
  • sedentarismo;
  • estresse.

O que você precisa saber sobre bariátrica

Engane-se quem limita a operação a apenas algo que força a pessoa a comer menos ao reduzir o estômago. Isso ocorre, mas a cirurgia, além disso, provoca mudanças profundas na fisiologia do paciente, alterando a atividade de milhares de genes no corpo humano, além do complexo sistema de sinalização hormonal do sistema digestivo para o cérebro. É interessante pontuar que aquela ideia de que basta estar acima do peso para enfrentar a mesa de cirurgia é bastante equivocada. O processo de análise é muito sério, criterioso e leva em consideração o ponto de vista de vários profissionais (cirurgião, endocrinologista, psicólogo, psiquiatra, cardiologista etc.). Como se vê, a cirurgia bariátrica mostra-se como estratégia eficaz para atuar sobre problemas cardiovasculares, de modo a minimizar o risco de aparecimento de condições sérias como as acarretadas por doenças coronárias. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!
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Cirurgia bariátrica x Pressão alta: entenda a relação

Cirurgia bariátrica x Pressão alta: entenda a relação

A cirurgia bariátrica é uma alternativa para quem sofre com a obesidade e precisa perder peso depois de ter feito outros procedimentos que não surtiram o efeito esperado.

No entanto, esse tratamento não visa apenas eliminar o excesso de gordura. Ele também pode ajudar a prevenir diversas doenças, que ocorrem devido ao aumento do peso corporal. Com isso, a bariátrica ajuda a controlar alterações orgânicas, como a diabetes e até mesmo a pressão arterial. Alguns estudos demonstraram que a cirurgia controla a pressão alta, proporcionando mais saúde ao paciente.

Por isso, especialistas têm denominado esse procedimento de cirurgia metabólica, já que afeta diretamente a metabolização do organismo.

Para você compreender mais sobre este assunto, abaixo, vamos mostrar como a redução de estômago pode ajudar a tratar a hipertensão. Acompanhe!

O que é cirurgia bariátrica?

Trata-se de um procedimento que reúne técnicas com o objetivo de reduzir o tamanho do estômago do portador da obesidade. É uma opção feita depois que outros tratamentos falharam, como a prática de exercícios físicos, uso de medicamentos e dieta. 

Essa cirurgia é destinada àqueles que sofrem com excesso de gordura e desenvolvem doenças provocadas pelo aumento de peso. 

No geral, é um tratamento considerado seguro. No entanto, é importante que o paciente também faça reeducação alimentar e atividades físicas após ser operado. Isso ajuda a melhorar os resultados e ter mais qualidade de vida.

De acordo com a Agência de Saúde Suplementar (ANS), a cirurgia bariátrica é indicada para pacientes cujo índice de massa corporal (IMC) seja maior ou igual a 40, ou entre 35 e 40 com pelo menos dois fatores de risco relacionados.

Por que a redução de estômago ajuda no tratamento da hipertensão?

Segundo pesquisa feita por especialistas do Hospital do Coração (HCor), a cirurgia teve um efeito bastante promissor no combate à hipertensão. Cerca de 51% dos pacientes obesos com pressão alta, que se submeteram ao tratamento, apresentaram remissão da doença um ano depois do procedimento.

Ao longo do estudo, 100 obesos hipertensos foram divididos em 2 grupos, sendo que todos se medicavam para tratar a pressão alta. Assim, metade deles passaram pela cirurgia e continuaram com os remédios, enquanto a outra metade recebeu tratamento com pílulas e orientação nutricional.

Como resultado, aqueles que foram operados apresentaram níveis normais de pressão e pararam com os comprimidos. Já o outro grupo não apresentou o mesmo efeito.

Isso ocorre porque o procedimento de redução de estômago diminui os esforços do coração e, com isso, os níveis de pressão tendem a ser controlados.

Mas, essa não é a única vantagem que o tratamento traz para o obeso. Existem outras vantagens relacionadas, tais como:

  • diminuição dos riscos de problemas cardiovasculares, diabetes, doenças circulatórias, artrite e distúrbios do sono;
  • melhora a autoestima e, consequentemente, o estado emocional;
  • aumenta a disposição e o bom ânimo, proporcionando um ritmo de vida mais sadio;

A cirurgia bariátrica é uma opção favorável para quem precisa emagrecer. No entanto, é importante manter uma vida mais saudável para que o resultado seja ainda melhor, além de contar com a ajuda de um profissional qualificado.

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Pacientes diabéticos devem fazer cirurgia bariátrica?

Pacientes diabéticos devem fazer cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é uma alternativa para quem sofre com obesidade e não obteve sucesso com outros métodos de emagrecimento. Para ser candidato ao procedimento, o paciente deve apresentar índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40, ou entre 35 e 40. O candidato também deve apresentar ao menos duas complicações de saúde relacionadas ao excesso de peso

No entanto, essa cirurgia não serve apenas para perder peso, ela também é uma opção para reduzir e tratar determinadas doenças. Pessoas diabéticas poderiam se submeter a esse tratamento?

Abaixo, vamos mostrar a relação entre a doença e a bariátrica. Confira!

Relação entre diabetes e cirurgia bariátrica

A cirurgia era promovida visando o emagrecimento. No entanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já havia liberado o seu uso em casos de diabetes tipo 2 difíceis de controlar com técnicas tradicionais. Mas, para isso, é preciso que o paciente se enquadre no IMC de risco. Ou seja, tenha o índice acima de 35.

Agora, a grande novidade é que a mesma entidade permitiu que o tratamento fosse direcionado para portadores da diabetes tipo 2, que estejam com IMC entre 30 e 35, vítimas de obesidade de grau 1.

A redução de estômago ajuda a minimizar as taxas de glicose no sangue. Isso acontece devido à perda de gordura, importante para tratar a doença. Além disso, a técnica estimula a produção de substâncias que diminuem a resistência à insulina, preservando o pâncreas.

Quais os benefícios do tratamento para diabéticos?

Apesar de ser uma realidade bastante promissora, o paciente só deve ser operado se for maior de 30 anos e menor de 70, tendo a doença diagnosticada a menos de 10 anos. Ainda é importante que o médico especialista tenha cautela antes de recomendar a cirurgia.

Sendo assim, é necessário que o portador faça exames e siga protocolos médicos para se enquadrar nos requisitos exigidos para a operação.

A redução de estômago vem trazendo grandes vantagens ao combate da diabetes. Ela não cura a doença, mas ajuda a controlá-la. Depois da cirurgia, o hormônio grelina, que estimula a fome e a saciedade, é diminuído. Isso faz com que a pessoa tenha menos necessidade de se alimentar.

Claro que, para um resultado promissor, é preciso mudar a mentalidade. Muitos pacientes acabam mantendo a mesma alimentação, devido aos fatores psicológicos.

Outra vantagem é que o estômago reduzido não digere o alimento, fazendo com que ele chegue ao intestino mais rapidamente e intacto. Assim, outros hormônios são produzidos, como o GLP1, permitindo que o pâncreas produza mais insulina. 

Com mais insulina, o organismo injeta mais açúcar nas células e diminui a quantidade de glicose no sangue. Além disso, o emagrecimento também contribui para que substâncias inflamatórias não sejam produzidas, evitando o bloqueio da ação da insulina.

A cirurgia bariátrica pode ser a solução que você precisa para o controle da diabetes. Por isso, procure ajuda de um médico especializado e faça todos os procedimentos indicados.

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5 mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica

5 mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica

A obesidade já é uma epidemia mundial. Índia, EUA, além de outros países, como o Brasil, estão na lista de populações com maior índice de obesidade. Existem muitos fatores fisiológicos, psicológicos e comportamentais que contribuem para o desenvolvimento dessa doença. Com isso, aumenta também o número de cirurgias bariátricas realizadas todos os anos. 

Não há duas pessoas com o mesmo metabolismo e tipo corporal. Portanto, o que pode funcionar para algumas pessoas, pode não dar certo para outras. Muito se fala, aqui no Brasil, na realização da cirurgia bariátrica. Porém, quase não se sabe a respeito dela.

A cirurgia bariátrica é um procedimento para perda de peso, que oferece aos pacientes uma nova vida. Mas, como em qualquer cirurgia, há vários equívocos que fazem as pessoas hesitarem em conversar com seu médico sobre essa linha de tratamento.

Pensando nisso, elaborei este artigo para mostrar 5 mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica. Espero que eles possam esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto.

1# Qualquer pessoa acima do peso pode fazer a cirurgia bariátrica

Mito. As coisas não são tão simples assim. Não se trata apenas de estar acima do peso. A cirurgia bariátrica é uma cirurgia metabólica, projetada para ajudar o paciente a perder 50% ou mais do excesso de peso, nos primeiros 6 meses após o procedimento. Os candidatos elegíveis para a bariátrica devem corresponder aos seguintes quesitos:

  • ter IMC igual ou superior a 35kg/m2, que não tenha conseguido perder peso com outros tratamentos;
  • ter IMC igual ou superior a 35kg/m2 e apresentar problemas graves de saúde, causados pelo excesso de peso, como diabetes, artrite, hipertensão e apneia do sono, por exemplo.

2# Bariátrica é uma cirurgia arriscada e seu processo de recuperação é longo

Verdade. A cirurgia bariátrica tem seu próprio conjunto de riscos, como acontece com todas as outras cirurgias. Ela é arriscada. Seu processo de recuperação é longo e existem pessoas que não se habituam com o novo corpo e à nova vida. 

Ela envolve questões relacionadas ao físico e ao psicológico do paciente. Porém, comorbidades associadas ao excesso de peso, como a apneia do sono, a hipertensão e a diabetes, oferecem maior risco ao paciente, caso a obesidade não seja tratada. 

As principais consequências do excesso de peso são o risco de ataque cardíaco, derrame cerebral e doenças renais. Tais doenças são muito mais graves, se comparadas aos riscos inerentes à cirurgia bariátrica. 

3# Assim que eu fizer a cirurgia, posso comer o que quiser sem me preocupar

Mito. A cirurgia bariátrica não uma fórmula mágica, que muda seu metabolismo. Ela é o primeiro passo para revisão do estilo de vida. Antes de sua cirurgia, o cirurgião lhe apresentará um nutricionista, que o ajudará a fazer escolhas saudáveis na alimentação. 

Após a cirurgia, o controle da dieta e exercícios físicos são ações necessários para manter a perda de peso de forma saudável. Aqueles que ainda comem alimentos carregados de calorias, com conteúdo nutricional mínimo, são os que ganham peso no pós-operatório. Assim, a cirurgia bariátrica é um compromisso vitalício.

4# Após a cirurgia, não é permitido comer guloseimas nunca mais

Mito. Se sua intenção não for comer como antes, não há mal em experimentar um pequeno hambúrguer ou um pedaço de bolo de chocolate. 

A cirurgia se destina a iniciar uma nova vida, com hábitos mais saudáveis. Isso significa estar familiarizado, todos os dias, sobre o que é bom para você. De vez em quando, poder comer delícias que não são saudáveis faz parte da vida de uma pessoa submetida à bariátrica. Isso se chama “equilíbrio”.

Uma regra comum para os pacientes de bariátrica é: 80% da semana de comida saudável, para 20% de refeições menos saudáveis.

5# Se eu fizer uma cirurgia bariátrica, não posso engravidar.

Mito. Muito pelo contrário. A obesidade tem sido associada à infertilidade feminina. Mulheres submetidas à bariátrica, no entanto, têm maior chance de engravidar de forma saudável, em comparação às mulheres obesas. A obesidade na gravidez está associada ao maior risco de pré-eclâmpsia, coágulos sanguíneos, diabetes gestacional, infecções e parto prematuro.

Por fim, esses são alguns mitos e verdades que envolvem a cirurgia bariátrica. Para saber mais, converse com um médico especialista no assunto e tire as suas dúvidas.


Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como
cirurgião geral no Rio de Janeiro!

Posted by Dr. Felipe Malafaia in Todos