A vesícula biliar é um órgão que está localizado próximo ao fígado e que tem como função armazenar a bile, líquido que atua na digestão de gorduras na região do intestino.
A bile – que é produzida pelo fígado e não pela vesícula biliar, vale salientar – é composta por uma série de substâncias, inclusive o colesterol, grande responsável por boa parte dos casos de cálculo biliar.
Vários pacientes são assintomáticos, ou seja, não sabem que possuem cálculos.
Em alguns situações, no entanto, os sintomas são severos e bastante desagradáveis: os indivíduos sentem dores fortes, localizadas no abdômen e nas costas, presenciam inchaços, têm vômitos, gases ou náuseas e até mesmo dores de cabeça.
O tratamento convencional para os cálculos biliares é feito com a utilização de medicamentos específicos.
Nem sempre ele é efetivo, no entanto. Tal situação torna a colecistectomia, a cirurgia de retirada da vesícula biliar, uma opção inteligente de tratamento.
Colecistectomia (cirurgia de retirada da vesícula): o que você precisa saber?
A cirurgia em questão pode ser feita de duas maneiras: a convencional e a por laparoscopia.
Convencional
Também chamada de cirurgia aberta, ela é feita de forma tradicional, ou seja, a partir de um corte na região do abdômen. Embora bastante segura, tem recuperação mais extensa e é responsável por uma cicatriz visível.
O tempo de internação pode variar de acordo com as condições do paciente e as suas reações no pós-operatório. No entanto, não é comum que as pessoas passem mais do que dois dias em observação.
Laparoscopia
Conhecida como cirurgia a laser, a laparoscopia é feita por meio de pequenos furos no abdômen, quando o paciente está completamente anestesiado.
A recuperação da laparoscopia é mais rápida, uma vez que há menos cortes, e as cicatrizes tendem a ser um pouco mais discretas.
Assim como a cirurgia convencional, a laparoscopia não costuma exigir que o paciente fique internado por muito tempo.
Pessoas que decidem não fazer a operação estão mais propensos a apresentar problemas de saúde decorrentes da obstrução do ducto cístico, da inflamação das vias biliares ou da pancreatite.
O que muda na vida de quem operou?
Após a cirurgia, é normal que o paciente sinta dores na região do abdômen. O médico pode, para aliviar o incômodo, sugerir analgésicos ou anti-inflamatórios.
Durante os dois ou três primeiros dias, o paciente deve ficar em repouso. Se estiver melhor depois disso, pode começar a se movimentar, sempre de forma calma e sem grandes esforços. Pegar peso está fora de questão.
Atividades profissionais devem ser retomadas aproximadamente duas semanas depois da cirurgia, desde que não exijam que o paciente faça grandes atividades físicas.
O médico poderá orientar sobre o melhor caminho a seguir, neste e em outros casos similares.
A maior mudança, na verdade, está na alimentação. Durante todo o processo de recuperação, é necessária a ingestão de líquidos ou pastosos, feitos com nenhuma gordura. Cremes podem ser ingeridos após a primeira semana, se o especialista responsável pelo caso permitir.
Quando a recuperação estiver completa, o paciente pode voltar a se alimentar de forma mais robusta. Deve evitar, no entanto, ingerir quantidades significativas de gordura e se comprometer a alterar alguns hábitos.
É indicado que o indivíduo submetido a cirurgia de vesícula entre em contato com um nutricionista especializado em casos de colecistectomia, para que ele possa sugerir uma dieta rica em vegetais e fibras e pobre em gordura.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!